Em 2026, o vale-alimentação no Brasil é um benefício essencial para muitos trabalhadores, mas enfrenta críticas por sua insuficiência. Apesar de sua expansão recente, abrangendo agora diversas empresas de pequeno e médio porte, ele só cobre metade do mês para muitos.
Estudos indicam que o subsídio é insuficiente devido ao aumento dos custos alimentares. O levantamento da Pluxee destaca que apenas cobre, em média, 10 dias úteis mensais.
Crescimento do vale-alimentação
Nos últimos cinco anos, houve um aumento significativo na procura e oferta de vale-alimentação. Pequenas e médias empresas veem nele um mecanismo para atrair e reter talentos.
No entanto, uma pesquisa da Pluxee aponta que 62% dos beneficiários precisam complementar suas despesas com o próprio salário, pois o valor oferecido não cobre todas as necessidades alimentares mensais.
A inflação dos alimentos reduziu o poder de compra do benefício. Em 2025, o valor médio alcançou R$ 649, mas esse montante é insuficiente. Trabalhadores brasileiros frequentemente gastam cerca de R$ 568 do próprio bolso para completar suas compras mensais devido à disparidade entre os custos e o subsídio recebido.
Mudanças no uso
O aumento da aceitação do vale em supermercados agradou os beneficiários; 49% preferem usá-lo nessas compras. Companhias como Alelo e VR notaram esse crescimento, especialmente em pequenas e médias empresas.
Recentemente, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) passou por ajustes visando modernização e eficiência. Novas regras regularam taxas dos cartões e agilizaram repasses aos estabelecimentos. Contudo, ainda há discussões sobre a necessidade de revisar os valores do vale para refletir melhor a realidade dos custos. Embora o aumento do uso em diferentes setores e a modernização das regras do programa tragam alívio, a situação exige soluções rápidas.




