A partir desta quarta-feira (1º de julho), a conta de luz de quem mora no Chile deve ficar mais cara… Entra em vigor um aumento média de 4,9% na tarifa de energia elétrica em todo o país. Mas vale destacar que esse aumento não é o mesmo para todo o pais, variando de acordo com a cidade. Segundo o BioBioChile, o aumento será “significativamente maior” na região sul.
Javier Piedra, diretor executivo da Fundação Energia para Todos e professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Concepción, explicou ao site que o aumento da tarifa nesse segundo semestre está relacionado ao fato de que um desconto na tarifa aplicado no primeiro semestre vai deixar de ser concedido.
“Esse desconto decorre de erros cometidos pela Comissão Nacional de Energia no cálculo da tarifa, dos quais tomamos conhecimento no final de 2025, e também da superestimação dos ativos gerados pela empresa Transelec em sua infraestrutura de transmissão, onde também fomos cobrados em excesso no passado”, explicou Piedra.
Ele acrescentou explicando que os dois descontos foram aplicados tanto à geração quanto à transmissão de energia, os mesmos dois componentes atualizados de seis em seis meses. “Assim, ao perder o desconto, a conta de luz naturalmente aumenta”, resume o diretor.
Confira o aumento projetado da conta de luz para as principais cidades do Chile:
- Arica (CGE): -2,4%
- Iquique (CGE): -2,2%
- Antofagasta (CGE): -1,3%
- Copiapó (CGE): 2,3%
- La Serena (CGE): 5,1%
- Valparaíso (Chilquinta): 2,5%
- Valparaíso (CGE): 1,4%
- Santiago (Enel): 4,2%
- Rancagua (CGE): 5,3%
- Talca (CGE): 5,3%
- Chillán (CGE): 4,9%
- Concepción (CGE): 5,3%
- Temuco (Fronteira): 6,8%
- Temuco (CGE): 4,9%
- Valdivia (SAESA): 23,4%
- Puerto Montt (SAESA): 21,7%
- Coihaique (Edelaysen): 2,2%
- Punta Arenas (Edelmag): 2,2%




