Natural de Cuiabá, Mato Grosso, o estudante Leandro Pinheiro Silva, de 25 anos, viralizou nas redes sociais ao devolver um Pix de R$ 200 mil que ele recebeu por engano. O caso aconteceu em janeiro deste ano. Ao g1, Leandro contou que nem usava a conta em que o valor foi depositado e só ficou sabendo do erro ao receber uma ligação do empresário que fez o Pix por engano.
Segundo o estudante, o empresário explicou na ligação que ele tinha comprado uma carreta de bovinos e errou o número na hora de fazer a transferência para o vendedor. Leandro acalmou o empresário e disse que, se o valor estivesse na conta, seria devolvido.
Como já mencionamos, Leandro não usava a conta em questão e, ao procurar o banco, acabou descobrindo que ela havia sido bloqueada quando os R$ 200 mil caíram nela, justamente porque era um valor muito acima da movimentação usual da conta. O estudante teve que entrar em contato com o banco para desbloquear a conta e enfim conseguir devolver os R$ 200 ao empresário, que acabou pagando uma compensação financeira de R$ 1 mil ao jovem.
De acordo com o g1, o empresário agradeceu e escreveu o seguinte em mensagem enviada para Leandro: “Dinheiro vem e dinheiro vai… Valores e honestidade não têm preço que pague”.
Ficar com Pix recebido por engano é crime
Histórias como a de Leandro sempre têm repercussão nas redes como um exemplo de honestidade, mas vale apontar que devolver um Pix recebido por engano não é simplesmente uma escolha moral. Ficar com o dinheiro de Pix recebido por engano é configurado como crime de apropriação indébita, segundo o art. 169 do Código Penal. Esse crime pode gerar pena de detenção de um mês a um ano ou multa.











