Em 2024, o Ministério da Saúde divulgou o Relatório Nacional sobre a Demência, com a estimativa de que cerca de 8,5% da população idosa convive com a doença, um número aproximado de 1,9 milhão de casos. Com o aumento da população de idosos, a projeção é que, até 2050, tenhamos cerca de 5,7 milhões de pessoas com demência no Brasil. Mas a doença não é um destino inevitável e existem vários hábitos que podem ajudar a prevenir essa condição de saúde.
Hábito muito comum pode diminuir risco de demência
De acordo com o Globo, um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Ciência de Tóquio, no Japão, revelou que o simples hábito de cozinhar uma vez por semana está associado a uma redução de 30% no risco de demência entre idosos.
Publicado na revista científica Journal of Epidemiology & Community Health, o estudo analisou dados de quase 11 mil participantes de pelo menos 65 anos no Estudo Japonês de Avaliação Gerontológica. Os pesquisadores acompanharam a saúde cognitiva dos voluntários por, em média, seis anos até 2022.
Os idosos tiveram que responder questionários sobre a frequência em que preparavam refeições do zero, além de avaliarem sua competência em habilidades desde descascar frutas e legumes até preparar ensopados.
Os pesquisadores compararam esses dados com informações sobre diagnósticos de demência do sistema público de seguros do Japão. Com esses dados, os cientistas descobrirem que cozinhar pelo menos uma vez por semana estava associado a um risco 23% menor de demência em homens e 27% em mulheres.
Vale destacar que se trata de uma pesquisa observacional. Ainda que ela tenha encontrado associações importantes, esse tipo de trabalho não pode comprovar uma relação de causa e efeito entre cozinhar em casa e o menor risco de demência.




