Os rodoviários do Rio de Janeiro, incluindo motoristas de ônibus, entraram em estado de greve na última quinta-feira (11), que deve continuar até o próximo dia 29. A categoria tomou a decisão após rejeitar a contraproposta de reajuste salarial apresentada pela Rio Ônibus durante uma assembleia geral realizada nesta semana e que contou com cerca de 500 trabalhadores participante.
A proposta da Rio Ônibus prevê um reajuste salarial de 4,39%, percentualmente correspondente ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado até abril deste ano. O salário dos motoristas de ônibus passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31; e o de motoristas de veículos articulados da categoria “E” passaria de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35.
Os trabalhadores consideraram a proposta insuficiente e, ainda na assembleia, a categoria decretou o estado de greve até o dia 29, quando a Rio Ônibus deve apresentar uma nova proposta de reajuste ao sindicato.
Quais as exigências da categoria?
O sindicato destacou que não vai abrir mão de reivindicações aprovadas na pauta de dissídio encaminhada à empresa, como: “alteração da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os demais motoristas, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho no regime 5×2, manutenção do passe livre para a categoria, pagamento de indenização referente aos 30 minutos do intervalo de almoço, além da oferta de planos de saúde e odontológico”, explica o R7.
A categoria também pede o fim dos contratos temporários e a contratação de profissionais do sistema BRT pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).




