A cidade de Vitória, Espírito Santo, lançou em julho de 2026 um amplo programa de revitalização do centro histórico. Conhecido como Reabilitação da Área Central (ReAC), o plano pretende transformar a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1).
Com foco em atrair até 27,5 mil novos moradores, o município espera injetar mais de R$ 6 bilhões em investimentos privados. A revitalização visa modernizar a área como um polo econômico e cultural.
O projeto propõe a desburocratização de processos, especialmente com a emissão automática de alvarás para novas construções. Além disso, prevê a requalificação de edifícios existentes. Esta estratégia busca eliminar barreiras antigas, promovendo um ambiente atrativo e seguro para investidores e novos habitantes.
Financiamento às reformas
O apoio financeiro ao projeto tornou-se crucial com a melhoria na Transferência do Potencial Construtivo (TPC). Os proprietários que conservarem imóveis históricos poderão negociar créditos, facilitando o financiamento de novas obras.
Além disso, atenção especial é dada à Habitação de Interesse Social (HIS). Os programas residenciais são incentivados a promover inclusão, evitando a gentrificação e assegurando um bairro diverso.
Abandono imobiliário
Uma nova política de tolerância zero a imóveis abandonados foi estabelecida. Vitória implementou ações focadas na recuperação de propriedades não utilizadas. Ou seja, imóveis abandonados poderão ser arrecadados provisoriamente pelo governo municipal.
O proprietário tem um prazo de três anos, após a arrecadação, para manifestar interesse na conservação antes da transferência definitiva do bem ao patrimônio público. Na arrecadação, o governo toma o imóvel porque ele foi totalmente abandonado pelo dono.
Esse esforço contínuo visa transformar a área central em um local vibrante e funcional. A meta é garantir um ambiente urbano renovado que beneficia tanto os moradores quanto os investidores. O avanço do programa ReAC será monitorado de perto pela prefeitura e pela comunidade local.











