Na última quinta-feira (30), a Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) anunciou uma medida radical contra a Fifa: um boicote geral a todas as competições da Federação. Além disso, a federação do futebol europeu também está de olho em outro nome para assumir o lugar de Gianni Infantino na presidência da Fifa: o catariano Nasser Al-Khelaïfi, presidente do Paris Saint-Germain e da Qatar Sports Investments (QSI).
O apoio a Al-Khelaïfi tem a ver com o motivo que levou a Uefa a anunciar um boicote à Fifa. Esta semana, a federação anunciou que pretende criar uma empresa para fazer a operação das suas principais cometições, como a Copa do Mundo, com o objetivo de vender participações minoritárias. Para que o plano consiga entrar em vigor, ele precisa ser aprovado pelas 211 associações que fazem parte da Fifa, uma de cada país.
Como já mencionamos, a Uefa se posicionou de forma contundente contra esse projeto. “A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. Ela é um dos maiores legados esportivos do futebol. Foi construída ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e torcedores de todos os continentes. Nenhuma parte dela deve jamais ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda”, afirma trecho de nota divulgada pelo órgão.
Uefa está apoiando concorrente de Infantino para presidência da Fifa
De acordo com o jornal britânico The Telegraph, a UEFA está apoiando Al-Khelaïfi para o lugar de Infantino por enxergar o dirigente como “o único candidato com influência para enfrentar o atual presidente em meio à crise gerada pela proposta de privatização de receitas da Copa do Mundo”, explica a Band.
As próximas eleições da Fifa estão marcadas para março do ano que vem.












