O contraste entre a longevidade no Japão e no Brasil chama atenção em dados recentes divulgados por órgãos oficiais e entidades internacionais. Enquanto os japoneses vivem, em média, 84,5 anos, a expectativa de vida brasileira chegou a 76,6 anos em 2024, segundo o IBGE.
A diferença de quase oito anos evidencia desigualdades estruturais entre os dois países, especialmente em áreas como saúde pública, renda e condições de vida.
Conhecido por seus altos índices de qualidade de vida, o Japão também registra crescimento contínuo no número de pessoas centenárias. Dados recentes apontam que o país possui cerca de 99.763 pessoas com 100 anos ou mais, o maior número já registrado e o 55º aumento anual consecutivo.
A longevidade japonesa está associada a fatores como alimentação equilibrada, sistema de saúde eficiente e políticas públicas voltadas ao envelhecimento da população. Além disso, há forte presença de hábitos preventivos e acompanhamento médico regular.
Brasil avança, mas ainda enfrenta desafios
No Brasil, a expectativa de vida tem apresentado recuperação após a queda registrada durante a pandemia de COVID-19. Em 2021, o índice caiu para 72,8 anos, mas voltou a crescer nos anos seguintes.
Apesar da evolução histórica, com ganho de mais de nove anos nas últimas décadas, o país ainda enfrenta desafios importantes. Entre eles estão desigualdade social, acesso limitado a serviços de saúde em algumas regiões e diferenças significativas entre homens e mulheres.
Em 2024, por exemplo, as mulheres brasileiras vivem, em média, 79,9 anos, enquanto os homens chegam a 73,3 anos, uma diferença de 6,6 anos.
Queda da mortalidade infantil impulsiona indicadores
Um dos principais fatores que contribuíram para o aumento da longevidade no Brasil foi a redução da mortalidade infantil. Atualmente, a taxa está em 12,3 mortes para cada mil nascidos vivos, número muito inferior ao registrado em 1940, quando chegava a 146,6.
Essa melhora está ligada à ampliação de políticas públicas, como vacinação, pré-natal, incentivo ao aleitamento materno e acesso a saneamento básico.
Especialistas apontam que a diferença na expectativa de vida entre Japão e Brasil não está ligada a um único fator, mas a um conjunto de condições sociais, econômicas e culturais.
Enquanto o Japão apresenta alto padrão de vida e envelhecimento populacional consolidado, o Brasil ainda convive com desigualdades que impactam diretamente a saúde e a longevidade da população.




