Enquanto uma forte massa de ar polar derruba as temperaturas no centro-sul do Brasil, o Reino Unido vive uma situação oposta e enfrenta uma onda de calor histórica. As autoridades britânicas emitiram alertas vermelhos para diversas regiões do país diante da previsão de temperaturas que podem atingir até 40°C nos próximos dias.
O fenômeno ocorre ao mesmo tempo em que cidades brasileiras registram frio intenso, geadas e até possibilidade de temperaturas negativas em áreas da Região Sul. Já em território britânico, os termômetros devem alcançar níveis raramente observados no país europeu.
A capital inglesa está entre as áreas mais afetadas pela onda de calor. Durante participação na Semana de Ação Climática de Londres, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que a cidade está “cozinhando” diante das temperaturas extremas.
Em discurso, Guterres alertou para os impactos da crise climática global e afirmou que o mundo se aproxima cada vez mais de pontos críticos de aquecimento que podem provocar consequências severas.
Segundo as previsões meteorológicas, os termômetros devem ultrapassar 35°C nesta terça-feira (23), superando o atual recorde de temperatura máxima para o mês de junho no Reino Unido, de 35,6°C, registrado em 1976.
Alerta vermelho é emitido pelas autoridades
O serviço meteorológico britânico e a Agência de Segurança em Saúde do Reino Unido emitiram alertas vermelhos para partes da região central da Inglaterra, sul do País de Gales e sul da Inglaterra.
O aviso permanecerá em vigor entre quarta-feira (24) e quinta-feira (25), período em que são esperados impactos significativos para a saúde pública, infraestrutura e serviços essenciais.
Os alertas vermelhos são considerados raros e só são acionados em situações excepcionais. A última vez que esse nível máximo foi utilizado ocorreu em julho de 2022, quando o país registrou seu recorde absoluto de temperatura: 40,3°C na localidade de Coningsby, em Lincolnshire.
Agora, especialistas avaliam que esse recorde histórico pode ser ameaçado caso as previsões se confirmem.
Riscos para a população aumentam
As autoridades de saúde britânicas alertam para o aumento do risco de mortes relacionadas ao calor e para a sobrecarga dos sistemas de saúde e assistência social.
Além dos impactos diretos na população, o calor extremo pode provocar problemas em transportes, redes elétricas e edificações, cenário pouco comum em um país acostumado a temperaturas mais amenas.




