No geral, o mercado de trabalho brasileiro vive um bom momento, tendo sido criados 921 mil empregos, entre admissões e demissões, entre janeiro e junho deste ano. Porém, o comércio varejista foi na contramão. Nesse mesmo período, o setor eliminou 45,9 mil vagas com carteira assinada, o maior corte de um primeiro semestre desde a pandemia. E a tendência para o setor nos próximos meses não parece nada positiva… Esses números vêm do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Por que o setor do comércio está encolhendo?
De acordo com o jornal Extra, essa diminuição do setor de comércio varejista pode ser explicada por uma “tempestade perfeita”, com a combinação da migração de consumidores para o comércio eletrônico, juros altos, economia mais fraca e a explosão das bets “comendo” parte da renda dos consumidores. Um levatamento da Peers Consulting aponta que cerca de 23% dos apostadores diminuíram seus gastos com roupas e calçados e 19% cortaram despesas em supermercados para destinar recursos às apostas online.
O mercado também está sentindo o impacto da demissão de cerca de três mil funcionários das Casas Bahia, que fechou quase 300 lojas e pediu recuperação judicial no domingo passada (23). E essa tempestade deve continuar nos próximos meses, então a situação do comércio não deve melhorar por um tempo.
E o “rombo” do setor poderia ter sido ainda maior. O Extra explica que só não foi porque o setor também inclui empresas de venda de automóveis e motos, que geram vagas graças ao crescimento do uso de aplicativos de entrega e transporte, e atacadistas, que sentem menos o endividamento da população.











