Você provavelmente já sabe que o amendoim é uma ótima fonte de energia e proteínas. Não é por acaso que essa semente ficou tão popular como um lanche pré e pós-treino entre os adeptos do mundinho fitness. Mas um estudo recente revela outro papel que o amendoim pode ter: um aliado na saúde do seu cérebro. Publicado na revista científica Clinical Nutrition, um estudo conduzido por pesquisadores holandeses descobriu indícios de que o consumo regular de amendoim pode melhorar a função cognitiva.
Essa pesquisa foi um ensaio clínico com 31 idosos. Os participantes foram divididos em dois grupos. Ao longo de 16 semanas, um dos grupos comeu todo dia 60 gramas de amendoim torrado, com pele e sem sal, enquanto o outro grupo não comeu. Os idosos também passaram por ressonâncias magnéticas e testes neuropsicológicos para os pesquisadores avaliarem seu funcionamento cerebral.
De acordo com a Agência Einstein, no grupo que comeu amendoim todos os dias, o estudo encontrou sinais de melhora na função cognitiva, como a memória, além de um aumento no fluxo sanguíneo para o cérebro. E estudo holandês não é o único sobre os benefícios do alimento.
Segundo o Peanut Institute, um estudo da University of South Australia encontrou resultados semelhantes. “Após apenas 12 semanas, os participantes melhoraram sua memória de curto prazo, sua capacidade de processar e responder a novas informações e a capacidade do cérebro de associar e recuperar palavras”, explica o instituto.
Por que o amendoim é benéfico para a saúde do seu cérebro?
O amendoim é rico em nutrientes como vitaminas, gorduras insaturadas, minerais e compostos antioxidantes e anti-inflamatórios. O estudo holandês destaca os polifenóis como importantes aliados da saúde cerebral, já que eles neutralizam radicais livres, moléculas que podem causar danos às células se estiverem em excesso no organismo.
Outro componente do amendoim importante é a L-arginina, uma partícula proteica fundamental para a produção de óxido nítrico, que ajuda a dilatar os vasos sanguíneos e a controlar a pressão arterial, favorecendo a circulação sanguínea, inclusive para o cérebro.











