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Especialistas fazem alerta sobre quem usa “por favor” e “obrigado” ao falar com IA

Por Pedro Silvini
13/06/2026
Em Geral
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(Reprodução/Shutterstock)

Dizer “por favor” e “obrigado” ao conversar com ferramentas de inteligência artificial pode parecer um gesto inofensivo, mas especialistas alertam que até mesmo pequenas interações contribuem para ampliar o consumo de recursos tecnológicos em escala global.

Embora cada mensagem adicional represente um impacto mínimo de forma isolada, pesquisadores afirmam que a soma de bilhões de interações diárias exige mais processamento dos servidores, elevando o consumo de energia, a necessidade de refrigeração dos equipamentos e os custos operacionais dos sistemas de IA.

Ao contrário da percepção de que a inteligência artificial existe apenas na tela do computador ou do celular, o funcionamento dessas ferramentas depende de uma extensa infraestrutura física. Data centers, redes elétricas, sistemas de resfriamento e equipamentos especializados trabalham continuamente para processar as solicitações enviadas pelos usuários.

De acordo com relatório do Instituto para Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade das Nações Unidas, o crescimento acelerado da IA aumenta a demanda por energia e recursos naturais. Quanto maior o número de palavras enviadas e processadas, maior é a quantidade de dados que os sistemas precisam analisar.

Na prática, cada termo digitado é convertido em unidades de processamento chamadas “tokens”. Quanto mais tokens uma solicitação contém, mais capacidade computacional é necessária para gerar uma resposta.

Cortesia não altera o funcionamento da IA

Especialistas destacam que sistemas de inteligência artificial não possuem consciência, emoções ou sentimentos. Por isso, expressões como “por favor” e “obrigado” não são tecnicamente necessárias para que a ferramenta execute suas tarefas.

Segundo pesquisadores, comandos claros e objetivos costumam ser suficientes para obter respostas eficientes. Mensagens excessivamente longas podem até aumentar o tempo de processamento e reduzir a eficiência operacional dos sistemas.

Recentemente, Sam Altman afirmou que o uso generalizado de expressões educadas em conversas com inteligência artificial representa milhões de dólares em custos adicionais relacionados ao consumo de eletricidade e à operação da infraestrutura tecnológica.

Debate vai além da tecnologia

Apesar disso, muitos especialistas defendem que a educação digital também possui valor social. Em ambientes escolares e profissionais, manter uma linguagem respeitosa pode ajudar a reforçar hábitos de convivência e padrões de comunicação considerados positivos.

Pesquisas também indicam que usuários tendem a humanizar tecnologias capazes de simular conversas naturais. Esse comportamento faz com que muitas pessoas adotem espontaneamente formas de tratamento semelhantes às utilizadas em interações humanas.

Há ainda outro aspecto analisado pelos pesquisadores: parte das conversas realizadas com sistemas de IA pode influenciar o desenvolvimento futuro dessas tecnologias. O grande volume de linguagem cordial utilizado pelos usuários pode contribuir para moldar padrões de comunicação mais educados nas próximas gerações de modelos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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