Os moradores da cidade de São Paulo devem enfrentar uma mudança significativa nas condições do tempo a partir desta quinta-feira (23), quando a chegada de uma frente fria colocará fim ao período de calor e estiagem que predominou nos últimos dias. Meteorologistas alertam para a possibilidade de pancadas de chuva, rajadas de vento e redução das temperaturas, além de riscos pontuais de alagamentos e queda de árvores.
Antes da virada no tempo, a capital segue registrando temperaturas acima da média para o período. Nos últimos dias, os termômetros chegaram a marcar entre 24°C e 27°C durante as tardes, enquanto a umidade relativa do ar caiu para níveis próximos de 30%, reflexo da atuação de uma massa de ar seco que domina grande parte do Sudeste.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a quinta-feira deve começar com predomínio de sol entre nuvens. No entanto, a aproximação da frente fria mudará rapidamente o cenário meteorológico.
As primeiras áreas de chuva podem surgir ainda no fim da manhã, ganhando força ao longo da tarde. A expectativa é de precipitações entre fracas e moderadas, acompanhadas por rajadas de vento que podem superar os 30 km/h, aumentando o risco de transtornos em diferentes regiões da cidade.
O avanço desse sistema também interrompe o bloqueio atmosférico que vinha dificultando a chegada de frentes frias ao estado, permitindo o retorno das instabilidades após vários dias de tempo seco.

Queda nas temperaturas e contraste climático
A mudança não ficará restrita à quinta-feira. A previsão indica que a chuva deve continuar também na sexta-feira (24), quando as temperaturas tendem a cair. Na Região Metropolitana de São Paulo, a máxima prevista é de aproximadamente 20°C, enquanto as mínimas devem ficar próximas dos 18°C.
O cenário faz parte de um contraste observado em várias regiões do Brasil. Enquanto uma nova frente fria provoca temporais no Sul do país, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, grande parte do Centro-Oeste e do Sudeste ainda permanece sob influência de uma massa de ar quente e seco.
Especialistas apontam que esse comportamento atmosférico está associado aos efeitos do El Niño, que altera a circulação dos ventos em altitude, favorecendo a permanência das frentes frias sobre a Região Sul e intensificando o calor e a estiagem no centro do país.
Além de manter temperaturas elevadas e baixa umidade no Sudeste, o fenômeno também contribui para o avanço da seca em áreas do Norte e Nordeste, aumentando o risco de queimadas.








