Um dos maiores produtores de vinho do mundo, a França, pode ter a sua safra bastante prejudicada por causa da atual onda de calor que assola o país europeu. De acordo com o g1, produtores de regiões vinícolas como Champagne, Bordeaux e Borgonha afirmam que o calor está prejudicando o desenvolvimento de uvas e antecipando uma das colheitas mais precoces já registradas.
Laurent Delaunay, presidente da associação da indústria do vinho da Borgonha (BIVB), afirmou à Agência Reuters que eles conseguem ver o “potencial da safra derretendo sob o sol”. A França está passando por uma onda de calor recorde desde o fim de junho, com dias seguidos de calor intenso e tempo seco desde a semana passada, que desaceleraram o crescimento das uvas e danificou videiras mais jovens.
Além do calor, uma preocupação é com a falta de água, já que meteorologistas preveem pouca ou nenhuma chuva nas principais regiões produtoras de vinho da França antes do dia 14 de julho. O período de estiagem já dura mais de três semanas em muitas áreas.
“Tivemos a sorte de um inverno muito chuvoso, então o solo não estava excessivamente seco no início da temporada. Mas agora já podemos ver que as uvas não estão mais aumentando de tamanho”, explica Maxime Toubart, presidente do sindicato dos viticultores de Champagne, à Reuters.
Colheita precoce pode prejudicar produção de vinhos
Na região de Champagne, os produtores esperar a colheita mais precoce já registrada, com a previsão de que ela comece por volta do dia 15 de agosto, um mês antes do que era comum há algumas décadas. A expectativa é que a produção de uvas fique 10% abaixo da registrada no ano passado.
A qualidade da bebida pode não ser necessariamente afetada, de acordo com os produtores, mas calor e seca podem elevar os níveis de açúcar das uvas, o que pode sim alterar o sabor e o teor alcoólico da bebida, segundo a Reuters.




