No geral, a direita brasileira é conhecida por criticar programas sociais como o Bolsa Família. Porém, com as eleições se aproximando, qualquer candidato sabe que é melhor não fazer declarações tão radiciais contra o programa. Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da república este ano, declarou na semana passada que o programa é um “direito conquistado pelo povo brasileiro”.
O “novo Bolsa Família” de Flávio Bolsonaro
Mas isso não quer dizer que ele não vá interferir no Bolsa. De acordo com a revista Veja, a proposta que está sendo elaborada pela equipe econômica do candidato é transformar o programa em uma “plataforma mais ampla de transferência de renda, qualificação profissional e acesso ao crédito”. Nesse novo modelo, beneficiários que abrissem um MEI ou conseguissem um emprego formal continuariam aparados pelo programa por até dois anos e ainda poderiam receber cashback por cursos, educação financeira e microcrédito barato da Caixa Econômica Federal.
“Muita gente tem um preconceito com relação a quem está na Bolsa Família, como se não quisesse trabalhar. É um erro isso. Quase 70% das pessoas que recebem o Bolsa Família trabalham informalmente. E não vão para a formalidade por quê? Porque têm medo de perder o benefício”, declarou Flávio durante um evento da revista Veja, em São Paulo.
Atualmente, o Bolsa Família tem um mecanismo chamado “regra de proteção”. Famílias que conseguiram uma renda maior do que os critérios do programa ainda podem receber metade do benefício por até 12 meses. Para quem entrou na regra até julho do ano passado, o prazo é de 24 meses.








