O governo dos Estados Unidos ampliou a lista de empresas chinesas consideradas de risco à segurança nacional e incluiu nomes de peso da economia global, como a BYD, a Alibaba e a Baidu.
A atualização foi divulgada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos e integra a chamada lista Section 1260H, que reúne companhias classificadas pelo Pentágono como “empresas militares chinesas”. Embora a medida não represente sanções automáticas, ela pode dificultar o acesso dessas empresas a contratos governamentais e a fontes de financiamento no mercado norte-americano.
Ao todo, o Pentágono passou a relacionar 188 companhias consideradas ligadas direta ou indiretamente ao aparato militar chinês. Segundo as autoridades americanas, muitas delas atuam em setores estratégicos e competem diretamente com empresas dos Estados Unidos em áreas como veículos elétricos, inteligência artificial, energia renovável, biotecnologia e baterias.
Além de BYD, Alibaba e Baidu, a nova atualização inclui fabricantes de veículos elétricos como a Nio, empresas de baterias como CALB e EVE Energy, além de grupos do setor solar, tecnologia e robótica.
Também foram adicionadas à lista empresas como TP-Link, Unitree, JA Solar, Trina Solar e BOE Technology Group.
Empresas contestam classificação
A inclusão das companhias ocorre em um momento de forte competição tecnológica entre Washington e Pequim. O Departamento de Defesa afirma que a relação serve para alertar organizações e investidores americanos sobre possíveis riscos associados a negócios com essas empresas.
A embaixada da China nos Estados Unidos criticou a decisão e classificou a lista como discriminatória. Segundo representantes chineses, as empresas do país cumprem rigorosamente as legislações dos mercados onde atuam.
A Alibaba também contestou a medida e declarou que não existe fundamento para sua inclusão na relação divulgada pelo governo americano.
Disputa tecnológica ganha novo capítulo
Especialistas avaliam que a ampliação da lista reforça a estratégia dos Estados Unidos de monitorar e restringir a influência chinesa em setores considerados sensíveis para a segurança nacional.
Embora a designação não resulte em bloqueios imediatos ou proibição de operações, ela pode afetar a percepção de investidores, aumentar exigências regulatórias e criar obstáculos para futuras parcerias comerciais com entidades ligadas ao governo norte-americano.




