A Colômbia enfrenta desafios complexos devido à crescente população de hipopótamos descendentes dos animais introduzidos por Pablo Escobar nos anos 1980. Com a reprodução descontrolada desses mamíferos aquáticos, as estimativas revelam que a população de hipopótamos, que já ultrapassa 200 indivíduos em 2026, pode alcançar 1.000 até 2035.
Esses animais se proliferam especialmente nas margens do rio Magdalena, afetando os ecossistemas locais e aumentando riscos às comunidades humanas.
A presença dos hipopótamos é uma preocupação ambiental e de segurança para o governo colombiano. Reconhecidos como uma espécie exótica invasora desde março de 2022, os hipopótamos têm um impacto negativo na qualidade da água e ameaçam a diversidade local.
Além disso, eles representam risco para pessoas que vivem perto das áreas que frequentam. O governo, sob a liderança da ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, busca soluções imediatas e eficazes para controlar essa ameaça.
Contenção
Para enfrentar o problema, a Colômbia considera um plano que envolve eutanásia e translocação. Apesar de controvérsias, a eutanásia foi aprovada em abril de 2026, visando conter a expansão desse grupo.
O plano inclui sacrificar hipopótamos para estabilizar a população, já que esforços para encontrar novos lares para eles falharam. A translocação, ainda que considerada, enfrenta dificuldades logísticas e falta de interesse internacional.
Impacto econômico
O governo colombiano alocou 7,2 bilhões de pesos para essas operações. A meta é reduzir significativamente o número de animais anualmente. Apesar dos desafios logísticos e éticos, essa abordagem é sustentada por diretrizes científicas para preservar o equilíbrio ambiental.
Com a aplicação de medidas rigorosas, espera-se mitigar os impactos danosos dos hipopótamos sobre espécies nativas, como o peixe-manatim.




