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Governo pode mudar regra e elevar pagamento mínimo para R$ 2.026,25 por mês

Por Alan da Silva
06/05/2026
Em Geral
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Foto: USP Imagens

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O Projeto de Lei 4.680/2024, apresentado pelo senador Romário (PL-RJ), poderá impactar aproximadamente milhões de brasileiros. O projeto propõe um aumento de 25% no Benefício de Prestação Continuada (BPC) quando o beneficiário necessitar de assistência permanente.

Atualmente, o BPC corresponde a um salário mínimo de R$ 1.621. Se aprovado, o aumento mensal levaria o valor para R$ 2.026,25. A proposta está em fase de tramitação nas comissões do Senado e aguarda análise.

O objetivo do projeto é equiparar o tratamento dos beneficiários do BPC aos aposentados por incapacidade permanente, cuja legislação já prevê acréscimo semelhante. Os principais contemplados seriam idosos e pessoas com deficiência que comprovem a necessidade de auxílio constante de um cuidador.

Impacto financeiro do projeto

Caso aprovado, o projeto terá um impacto financeiro significativo. Estima-se que o custo adicional mensal para a Seguridade Social seja de R$ 341 milhões.

Esse valor, apesar de não cobrir integralmente os custos médios da contratação de um cuidador, estimados em cerca de R$ 1.500 mensais, pode contribuir para aliviar as despesas de muitas famílias.

O acréscimo no BPC é especialmente relevante para familiares que assumem o papel de cuidadores em tempo integral. Muitas vezes, esses cuidadores precisam abrir mão de empregos formais para oferecer assistência, e o apoio financeiro adicional pode ser crucial para essas famílias.

Próximos passos legislativos

Atualmente, o PL 4.680/2024 está em discussão nas comissões temáticas do Senado. Após essa etapa, se aprovado, o projeto será enviado para apreciação na Câmara dos Deputados.

O processo legislativo pode ser demorado, mas o objetivo é garantir benefício financeiro adicional para os grupos mais vulneráveis.

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Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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