O conflito no Oriente Médio, que já durava há cerca de um mês e meio, começou a afetar o mundo inteiro logo no início, quando o Irã decidiu fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo, em resposta aos bombardeios que os Estados Unidos e Israel promoveram contra o país. Um exemplo é que a Europa está começando a chegar em um estado crítico quando o assunto é abastecimento de combustível.
De acordo com o a BBC, o chefe da Agência Internacional de Energia (AIE), Faith Birol, afirmou que o continente tinha combustível o bastante para abastecer aviões por “talvez mais seis semanas”. Segundo o veículo, os estoques podem atingir um ponto crítico em julho. Entrevistado pela Associated Press, Birol disse que voos poderiam ser cancelados em breve se a situação continuasse igual.
Até esta sexta-feira (17), duas grandes companhias europeias, a alemã Lufthansa e a holandesa KLM, já anunciaram cancelamento de voos. A Lufthansa anunciou que vai suspender as operações de todas as suas 27 aeronaves por causa do aumento do preço do combustível. A KLM cancelou 160 voos para o próximo mês, mas, por incrível que pareça, isso vai afetar menos de 1% da programação da companhia.
Guerra no Oriente Médio teve um “respiro”
Nesta sexta (17), o Irã reabriu totalmente o Estreito de Ormuz. Essa abertura vai durar durante o cessar-fogo da guerra contra Israel e os Estados Unidos. Todos os navios voltaram a poder circular normalmente, pelo menos até a próxima quarta-feira (22). Após o anúncio, o preço do petróleo caiu mais de 10%.




