Uma mulher idosa encontrou um fragmento avermelhado em um riacho no sudeste da Romênia e o levou para casa. A peça serviu como batente de porta durante décadas, e após sua morte, em 1991, um parente herdou a propriedade e decidiu avaliar o objeto, o que revelou seu verdadeiro valor.
A “pedra” era, na verdade, um dos maiores depósitos intactos de âmbar do mundo, com 3,5 quilos. O fragmento foi avaliado em cerca de um milhão de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 6 milhões. Conforme divulgado pela Euronews, o governo croata adquiriu o achado e o enviou ao Museu de História de Cracóvia, na Polônia.
Um tesouro fóssil com milhões de anos
O âmbar tem idade estimada entre 38 e 70 milhões de anos e provavelmente se originou da resina de árvores coníferas pré-históricas. Durante milhões de anos, a pressão geológica preservou e fossilizou o material, transformando-o no fragmento encontrado no riacho romeno.
A raridade do âmbar, as propriedades medicinais associadas a ele e o valor da rumanita — variedade especial altamente procurada em joalheria — explicam a importância do achado. Classificado como patrimônio nacional romeno e bem cultural protegido, o depósito está sob guarda do Museu Provincial de Buzău desde 2022.
Daniel Costache, diretor do museu, disse à Euronews que a descoberta tem importância científica e museológica. Futuras análises examinarão a composição, a estrutura e possíveis inclusões de material biológico antigo preservado no fragmento.
Histórias semelhantes revelam tesouros inesperados
Um caso semelhante ocorreu no estado americano de Michigan, nos Estados Unidos: um meteorito usado como batente de porta durante décadas revelou-se uma raridade avaliada em cerca de 100 mil dólares.
A rocha espacial de 10 quilos foi levada à Central Michigan University, que a identificou em 2018. Acredita-se que ela tenha atingido uma fazenda em Edmore, Michigan.
Uma geóloga da universidade disse à Euronews que aquele era o espécime de maior valor monetário e científico que havia manuseado em sua carreira. O fazendeiro David Mazurek, que descobriu o meteorito, doou posteriormente 10% do valor da venda ao departamento de ciências terrestres e atmosféricas da instituição.
Os dois casos mostram que tesouros raros podem aparecer em objetos usados no cotidiano, como batentes de porta.











