O governo federal brasileiro reintroduziu uma discussão polêmica com a possível volta da “taxa das blusinhas”. Em 12 de maio de 2026, foi publicada a Medida Provisória n° 1.357, que eliminou o imposto de importação para compras online de até US$ 50.
Apesar desse alívio fiscal temporário para consumidores, a medida pode ser compensada pela nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em 2027.
A CBS, prevista para 1º de janeiro de 2027, pode substituir o imposto de importação anterior e afetar principalmente pequenos importadores. A nova alíquota, estimada em 9%, recairá sobre produtos baratos importados, impactando o bolso dos consumidores e a dinâmica do mercado nacional.
Desigualdade no setor têxtil
A isenção de impostos favoreceu consumidores de baixa renda, incentivando compras em plataformas de e-commerce internacionais. No entanto, a indústria têxtil do Brasil aponta desvantagens.
As empresas nacionais enfrentam tributações maiores em comparação com as estrangeiras.
Com a nova reforma, a competitividade do setor têxtil brasileiro continuaria em risco. A atual isenção ampliou a competitividade de lojas estrangeiras, gerando preocupações para produtores locais.
Consequências no mercado nacional
A mudança nas regras fiscais não afeta apenas os consumidores. O comércio nacional expressa preocupação com a potencial alteração do cenário competitivo. Grandes plataformas estrangeiras mantêm uma vantagem significativa devido a diferenças nas alíquotas.
Produtos locais, frequentemente com valor inferior a US$ 50, já lidam com tributações mais pesadas. Isso gera um desequilíbrio que favorece produtos estrangeiros no mercado brasileiro, um desafio que a CBS pode intensificar caso entre em vigor como previsto.




