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INSS barra o benefício de 4,3 milhões de brasileiros e essa lista de CPF’s não vai receber em agosto

Por Pedro Silvini
18/08/2026
Em Geral
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Benefício do INSS

Foto: (Reprodução/Aloísio Maurício/Fotoarena)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) negou 4.319.336 pedidos de benefícios entre janeiro e junho de 2026, segundo dados do Boletim Estatístico da Previdência Social. O volume representa uma alta de 69,8% em relação ao mesmo período de 2025 e fez com que os indeferimentos superassem as concessões no semestre.

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Apesar do número expressivo, não existe uma lista de CPFs previamente definida de brasileiros que deixarão de receber benefícios em agosto. Os dados se referem a requerimentos que foram negados, e não a benefícios de pessoas que já estavam regularmente concedidos e foram automaticamente suspensos.

No primeiro semestre, o INSS concedeu 4.239.522 benefícios, quase 80 mil a menos do que o total de pedidos indeferidos. Somente em junho, foram 938.180 negativas, enquanto 792.531 requerimentos receberam aprovação.

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Sede INSS
Sede do INSS (Reprodução/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Negativas aumentaram enquanto fila do INSS diminuiu

O crescimento das negativas ocorre simultaneamente à redução da fila de processos do instituto. O estoque de requerimentos que aguardavam análise há mais de 45 dias caiu de 1,882 milhão em janeiro para 374 mil em julho, uma redução de aproximadamente 80%.

Em julho, o INSS também alcançou o maior volume mensal de análises de sua história, com 1,658 milhão de processos concluídos. Segundo o governo, a estratégia busca acelerar a resposta aos segurados e reduzir o estoque de pedidos pendentes.

O aumento dos indeferimentos, entretanto, levantou questionamentos sobre os critérios utilizados nas análises. Para o advogado João Badari, especialista em direito previdenciário, a elevação pode estar relacionada a um maior rigor na avaliação, mas também a problemas como documentação insuficiente, dificuldades na comprovação dos requisitos, exigências excessivas e decisões automatizadas.

A avaliação é de que a redução da fila é positiva para quem aguarda uma resposta, mas a qualidade das decisões também precisa ser observada. Caso pedidos sejam negados de maneira indevida, o resultado pode ser um aumento da judicialização, levando os segurados a procurar a Justiça para contestar as decisões administrativas.

Benefícios por incapacidade concentram maioria das negativas

Os benefícios relacionados à incapacidade representaram a maior parcela das negativas registradas no período.

Do total de 4.319.336 indeferimentos no primeiro semestre, 2.762.767 estavam relacionados a benefícios por incapacidade, incluindo o auxílio por incapacidade temporária e a aposentadoria por incapacidade permanente. Isso corresponde a aproximadamente 64% de todas as negativas.

Os demais 1.556.569 indeferimentos envolveram outras modalidades previdenciárias e assistenciais.

Os motivos variam conforme o tipo de benefício. Em julho, entre os benefícios por incapacidade, a principal razão para a negativa foi a não comprovação da incapacidade pela perícia médica. No Benefício de Prestação Continuada (BPC), o motivo mais frequente foi o não atendimento ao critério relacionado à deficiência.

No caso das pensões, a falta de comprovação da condição de dependente apareceu como uma das principais causas de indeferimento. Já nas aposentadorias, foram registradas com maior frequência situações relacionadas ao não cumprimento de legislações específicas ou especiais.

Número de negativas cresceu ao longo do ano

A evolução mensal mostra que o aumento não ocorreu de forma isolada. Em janeiro, foram 378.792 pedidos indeferidos. O número subiu para 898.162 em maio e alcançou 938.180 em junho.

Na comparação anual, o salto também é significativo. No primeiro semestre de 2025, o INSS havia registrado aproximadamente 2,54 milhões de indeferimentos. Em 2026, o número chegou a 4,319 milhões.

Em junho do ano passado, foram 568.496 negativas, contra cerca de 938 mil no mesmo mês deste ano.

Ao mesmo tempo, as concessões cresceram 13,41% na comparação entre os primeiros seis meses dos dois anos, ritmo bem inferior ao avanço dos indeferimentos.

O que acontece quando um benefício é negado?

O indeferimento não significa necessariamente que o segurado perdeu definitivamente o direito ao benefício. Dependendo da situação, é possível contestar a decisão e apresentar recurso administrativo, observando os prazos e as exigências aplicáveis ao caso.

Desde abril, o INSS também passou a adotar uma regra para evitar pedidos repetidos de aposentadorias, pensões e auxílios para o mesmo CPF. Pela norma, enquanto existir prazo para recurso, que pode chegar a 30 dias após a negativa, não deve ser apresentado um novo requerimento para o mesmo benefício pelo mesmo interessado.

A medida faz parte da estratégia para combater a duplicidade de solicitações e acelerar o tratamento dos processos que já estão em análise.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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