O meio-campista suíço Granit Xhaka, atualmente no Sunderland, foi retirado da seleção da Suíça após admitir que utilizou um certificado falso de vacinação contra a Covid-19 durante a pandemia. O jogador, de 33 anos, reconheceu publicamente que decidiu não tomar a vacina naquele período e que, em vez de buscar esclarecimentos sobre suas dúvidas, recorreu à obtenção de uma documentação irregular.
A confissão ocorreu enquanto as autoridades suíças investigam um médico de Lucerna suspeito de ter produzido certificados falsos para pessoas que não haviam sido vacinadas contra o coronavírus. O profissional começou a ser investigado em 2023 e nega as acusações.
Xhaka confirmou que está colaborando com as autoridades responsáveis pelo caso e deverá ser ouvido pelo Ministério Público de Lucerna na próxima semana. A investigação busca determinar se houve prática de crime relacionada à obtenção fraudulenta de um certificado ou à falsificação de documentos.

Em uma publicação nas redes sociais, o jogador explicou que enfrentava dúvidas e receios em relação à vacinação contra a Covid-19 quando tomou a decisão.
Segundo Xhaka, naquele momento ele tinha forte desconfiança em relação à vacina e estava tomado pela insegurança. Em vez de procurar respostas pelos meios considerados adequados, decidiu obter um certificado de vacinação.
O meio-campista afirmou posteriormente ter reconhecido que a escolha foi equivocada e assumiu responsabilidade pelo episódio. Ele também declarou que pretende colaborar com a apuração conduzida pelas autoridades suíças.
A situação ganhou novos contornos porque Xhaka estava entre os jogadores que atuavam profissionalmente durante a fase mais crítica da pandemia. Em setembro de 2022, ele testou positivo para Covid-19 e ficou fora dos compromissos da seleção suíça naquele mês.
Investigação pode ter consequências na Justiça
O Ministério Público de Lucerna pretende esclarecer se a obtenção do certificado pode configurar uma infração penal. Uma porta-voz do órgão informou que a apuração envolve a possibilidade de obtenção fraudulenta de certificação falsa e eventual falsificação documental.
Caso uma acusação formal seja apresentada, Xhaka poderá sofrer uma penalidade financeira e, em tese, estar sujeito a uma pena de até cinco anos de prisão. A possibilidade de uma condenação que resulte em encarceramento, porém, é considerada extremamente improvável diante das circunstâncias do caso.
A investigação também envolve um médico suíço que teria produzido os documentos falsos. O profissional, que entrou na mira das autoridades em 2023, nega ter cometido as irregularidades atribuídas a ele.
Jogador fica fora dos próximos jogos da Suíça
Enquanto o caso avança, Xhaka perdeu espaço na convocação da seleção suíça. O jogador não foi incluído na lista para os próximos compromissos internacionais, que envolvem partidas contra Macedônia do Norte, Escócia e Eslovênia.
A ausência representa um desfalque importante para a equipe. Xhaka acumula 152 partidas pela seleção da Suíça e é um dos jogadores mais experientes da história do país.
O afastamento ocorre em meio à investigação, e não significa, por si só, uma condenação criminal. O futuro do jogador na seleção dependerá também dos desdobramentos administrativos e judiciais do caso.











