Uma das frases mais conhecidas de Juscelino Kubitschek, ex-presidente da República e responsável pela construção de Brasília, continua sendo frequentemente lembrada décadas após o falecimento. Ao afirmar que “o otimista pode errar, mas o pessimista já começa errando”, JK defendia uma postura baseada na confiança, na ação e na disposição para enfrentar desafios, mesmo diante das incertezas.
A declaração trazia uma das principais características do político mineiro, que governou o Brasil entre 1956 e 1961 e ficou marcado por um período de forte expansão econômica e modernização do país. Para ele, acreditar na possibilidade de alcançar objetivos era condição essencial para promover transformações e impulsionar o desenvolvimento nacional.
No contexto da trajetória de JK, o pensamento refletia diretamente a forma de governar. Quando apresentou projetos ambiciosos, como a construção de Brasília e o Plano de Metas, muitos setores consideravam as propostas inviáveis. Ainda assim, o então presidente acreditava que o país precisava de ousadia e planejamento para acelerar seu crescimento.
Foi nesse período que surgiu o slogan “Cinquenta anos em cinco”, criado pelo poeta Augusto Frederico Schmidt, conselheiro da Presidência. O lema sintetizava a proposta de promover um rápido processo de desenvolvimento por meio de 31 metas voltadas para áreas como energia, transporte, indústria de base, alimentação e educação. Entre todas elas, a transferência da capital para Brasília foi considerada a principal.

O “presidente bossa nova”
Juscelino Kubitschek, o 21º presidente do Brasil, também ficou conhecido pelo estilo otimista e pela imagem associada à modernidade. Durante o mandato, o país vivia o surgimento da bossa nova, movimento musical que se tornou símbolo do novo e do moderno. O próprio JK ganhou o apelido de “presidente bossa nova”, em referência ao seu perfil considerado jovem, empreendedor e conciliador.
Além da política, sua influência alcançou outras áreas. Em 1957, durante seu governo, foi criada a legislação que estabeleceu de forma definitiva o funcionamento dos Conselhos Federal e Regionais de Medicina, além das bases do atual Código de Ética Médica.
Após deixar a Presidência, JK foi eleito senador por Goiás em 1962. Com o golpe militar de 1964, perdeu o mandato e passou um período no exterior, vivendo em cidades como Nova Iorque e Paris. Posteriormente, dedicou-se às atividades empresariais.
Juscelino Kubitschek morreu em 22 de agosto de 1976, aos 74 anos, em um acidente automobilístico enquanto viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro. Em Brasília, o Memorial JK preserva a história daquele que continua sendo apontado por pesquisas de opinião como um dos presidentes mais admirados pelos brasileiros.
Ao lado de outras declarações famosas, como “Não tenho compromisso com o erro” e “Não nasci para ter ódio, nem rancores, nasci para construir”, a frase sobre otimismo tornou-se uma síntese da visão de mundo de Juscelino Kubitschek.




