A aprovação de uma nova lei em Santa Catarina elevou o salário mínimo regional para até R$ 2.106 em 2026, consolidando o estado como o segundo maior piso salarial do Brasil. A medida, já sancionada, estabelece reajustes que variam entre R$ 1.842 e R$ 2.106, dependendo da categoria profissional, com aumento médio de cerca de 6,5% em relação aos valores anteriores.
O novo piso foi definido após acordo entre representantes de trabalhadores e empregadores e aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado. O índice de reajuste supera a inflação registrada no ano anterior, de 4,26%, refletindo um cenário de mercado de trabalho aquecido na região.
A política de valorização do mínimo regional catarinense segue um modelo de negociação direta entre as partes envolvidas, o que, segundo entidades do setor produtivo, garante maior legitimidade ao processo. Os valores são organizados em quatro faixas salariais, que atendem diferentes setores da economia.
Faixas salariais e categorias beneficiadas
Com a atualização, os novos valores ficam distribuídos da seguinte forma:
- Primeira faixa: R$ 1.842 — inclui trabalhadores da agricultura, construção civil, serviços domésticos e transporte;
- Segunda faixa: R$ 1.908 — abrange setores como vestuário, comunicação e mobiliário;
- Terceira faixa: R$ 2.022 — contempla comércio, indústrias alimentícias e químicas;
- Quarta faixa: R$ 2.106 — destinada a áreas como metalurgia, serviços de saúde, tecnologia e motoristas.
O piso regional se aplica exclusivamente a trabalhadores que não possuem salário definido por lei federal ou por convenções coletivas.
Impacto econômico e mercado de trabalho
O reajuste ocorre em um contexto de destaque econômico do estado. Santa Catarina encerrou 2025 com uma das menores taxas de desemprego do país, atingindo 2,2% no último trimestre, bem abaixo da média nacional de 5,1%, segundo dados da PNAD Contínua.
Criado em 2009, o salário mínimo regional catarinense é atualizado anualmente com base em negociações entre entidades representativas. A prática tem sido mantida ao longo dos anos como forma de ajustar os rendimentos à realidade econômica local e garantir maior poder de compra aos trabalhadores.




