Recentemente, o Senado do Chile aprovou um projeto de lei aumentando o salário mínimo no país para 553.553 pesos chilenos — o equivalente a R$ 3.098,96 na cotação atual. Esse valor começa a ser pago retroativamente a partir do dia 1º de maio. A iniciativa já tinha sido aprovada em linhas gerais na semana anterior à essa votação no Senado. “Além disso, nenhuma das emendas propostas foi aprovada, portanto a iniciativa não precisará retornar à Câmara dos Deputados para novas deliberações”, explica o BioBioChile.
O site explica que, antes da aprovação, as discussões sobre o projeto foram marcadas por controvérsias e intensos pontos de debate, principalmente no que diz respeito à diferenciação entre o salário mínimo geral e a remuneração para trabalhadores menores de 18 e maiores de 65 anos.
Após a aprovação do projeto, o ministro do Trabalho chileno, Tomás Rau, elogiou o apoio que o projeto recebeu, destacando ainda que haverá um segundo aumento ou reajuste a partir do dia 1º de janeiro de 2027 para compensar a variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), o principal indicador econômico da inflação do Chile, apurado e divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) entre os dias 1º de maio e 31 de dezembro do ano anterior.
Políticos do Chile ainda criticaram o reajuste
De acordo com a Rádio Universidad de Chile, durante o debate legislativo, os senadores Claudia Pascual e Daniel Núñez criticaram o ajuste com base na variação do IPC, argumentando que ele ainda seria insuficiente para cobrir o aumento no custo de vida da população. “Os trabalhadores que recebem o salário mínimo terão, em termos reais, menos dinheiro do que tinham em 2025”, apontaram os políticos.




