O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta segunda-feira (29), às 9h30, no Palácio do Planalto, um novo programa voltado a brasileiros que contrataram empréstimos bancários e continuam pagando as parcelas em dia. Batizada de Desenrola Adimplentes, a iniciativa pretende oferecer condições mais vantajosas de crédito para consumidores que ainda enfrentam o peso de financiamentos contratados em períodos de juros elevados.
A cerimônia contará com a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que deverá apresentar as regras da nova política. A proposta busca permitir que pessoas com bom histórico de pagamento possam trocar dívidas mais caras por operações com juros menores, reduzindo o comprometimento da renda mensal.
A expectativa é que o principal requisito para adesão seja ter pago, sem atrasos, pelo menos quatro parcelas de uma dívida de até R$ 15 mil. Os demais critérios e o funcionamento completo do programa serão detalhados pelo governo durante o lançamento oficial.
Segundo a equipe econômica, a medida atende um público que ficou de fora das etapas anteriores do Desenrola Brasil, voltado principalmente à renegociação de dívidas de consumidores inadimplentes.
A avaliação do governo é que muitas famílias, embora mantenham os pagamentos em dia, ainda enfrentam dificuldades financeiras por conta dos altos juros contratados nos últimos anos. O objetivo é evitar que esses consumidores acabem migrando para a inadimplência.
Governo quer ampliar acesso a crédito mais barato
Nos últimos meses, integrantes da equipe econômica passaram a defender publicamente a criação de um programa específico para consumidores adimplentes. Em declarações anteriores, o ministro Dario Durigan afirmou que trabalhadores informais e pessoas sem renda fixa mensal costumam pagar juros mais elevados e podem ser beneficiados pela possibilidade de substituir empréstimos caros por modalidades mais acessíveis.
O Desenrola Adimplentes representa uma ampliação da política iniciada com o Desenrola Brasil, lançado em 2023 para renegociar débitos em atraso. Agora, o foco passa a ser quem manteve os pagamentos em dia, mas continua comprometendo parte significativa da renda com financiamentos.




