O futebol mundial amanheceu de luto nesta sexta-feira com a morte de Franco Baresi, considerado um dos maiores defensores de todos os tempos. O ex-zagueiro e eterno capitão do Milan faleceu aos 66 anos. Em comunicado oficial, o clube italiano lamentou a perda e afirmou que o exemplo, a integridade e a liderança do ex-jogador permanecerão para sempre na história da equipe.
A causa da morte não foi divulgada. Em 2025, Baresi havia sido submetido a uma cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar e, desde então, realizava tratamento de recuperação.
Franco Baresi construiu uma das trajetórias mais marcantes do futebol europeu ao defender exclusivamente o Milan durante toda a carreira profissional. Revelado pelas categorias de base do clube, ele estreou na equipe principal em 1978, pouco antes de completar 18 anos, e permaneceu vestindo a camisa rubro-negra até a aposentadoria, em 1997.
Ao longo de quase duas décadas, disputou 719 partidas, marcou 33 gols e conquistou seis títulos do Campeonato Italiano, além de três taças da Copa dos Campeões da Europa/Liga dos Campeões.
Capitão da equipe durante 15 temporadas, Baresi foi um dos principais responsáveis pelo período mais vitorioso da história do Milan. Após encerrar a carreira, tornou-se o primeiro jogador do clube a ter sua camisa número 6 aposentada. Em 2020, foi nomeado presidente honorário da instituição.

Referência da seleção italiana
Pela seleção da Itália, Baresi disputou 81 partidas e fez parte do elenco campeão da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Anos depois, assumiu a braçadeira de capitão da Azzurra e liderou a equipe até a final da Copa de 1994, nos Estados Unidos.

Na decisão contra o Brasil, Baresi voltou aos gramados apenas 25 dias após uma cirurgia no joelho e atuou durante os 120 minutos da partida. A Itália acabou derrotada nos pênaltis, e o defensor esteve entre os jogadores que desperdiçaram suas cobranças.
Admiração de rivais e companheiros
Reconhecido pela técnica, inteligência tática, capacidade de antecipação e liderança, Baresi formou uma das linhas defensivas mais emblemáticas da história ao lado de Paolo Maldini, Mauro Tassotti e Alessandro Costacurta.
Sua qualidade também era admirada pelos maiores nomes do futebol. Após uma vitória do Napoli sobre o Milan, Diego Maradona pediu a camisa do zagueiro e declarou que Baresi era “o maior defensor” que havia enfrentado, um elogio que se tornou um dos episódios mais lembrados da carreira do italiano.
Após a confirmação da morte, Paolo Maldini prestou homenagem ao antigo companheiro e capitão, lamentando a perda daquele que ajudou a transformar o Milan em uma potência do futebol mundial.
Legado permanece no futebol
Mesmo depois de deixar os gramados, Baresi continuou ligado ao Milan em diferentes funções. Sua única experiência longe do clube foi uma breve passagem como diretor técnico do Fulham, da Inglaterra, mas retornou rapidamente à Itália, afirmando que nunca conseguiu romper os laços com a equipe de Milão.
Sua última aparição pública aconteceu durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, quando participou do revezamento da tocha olímpica ao lado do ex-zagueiro Giuseppe Bergomi.












