Quem costuma observar o céu terá dificuldade para encontrar Júpiter nos próximos dias. O maior planeta do Sistema Solar entrará em um fenômeno conhecido como conjunção solar, quando, visto da Terra, ficará praticamente alinhado com o Sol, tornando-se invisível por algumas semanas devido ao forte brilho da estrela.
O evento ocorre nesta semana, quando Júpiter passará pelo lado oposto do Sistema Solar em relação à Terra. Apesar de parecer que o planeta “desapareceu”, os astrônomos ressaltam que ele continua seguindo normalmente sua órbita e apenas deixa de ser observado temporariamente.
A conjunção solar acontece quando um planeta e o Sol aparecem praticamente na mesma direção no céu para um observador na Terra. No caso de Júpiter, a separação aparente chegará a apenas alguns minutos de arco, fazendo com que o brilho solar encubra completamente sua visualização.
Além de permanecer oculto pela luminosidade do Sol, Júpiter estará também em um de seus pontos mais distantes da Terra durante esse período, a cerca de 6,16 unidades astronômicas (UA). Se fosse possível observá-lo, ele apareceria menor e menos brilhante do que em outras épocas do ano.
O fenômeno marca o fim do atual ciclo de observação do planeta e o início de uma nova temporada para astrônomos e entusiastas da astronomia.
Quando Júpiter volta a aparecer?
A partir da primeira quinzena de agosto, Júpiter começará a reaparecer gradualmente no céu do amanhecer, surgindo pouco antes do nascer do Sol. Inicialmente, ele poderá ser visto muito baixo no horizonte leste, ainda durante o crepúsculo matinal.
Ao longo das semanas seguintes, o planeta ganhará altura no céu e ficará cada vez mais fácil de observar antes do amanhecer.
Um dos primeiros destaques desse novo período de observação ocorrerá em 8 de setembro, quando Júpiter aparecerá próximo de uma fina Lua crescente, formando uma conjunção visível no céu da madrugada.
Melhor período de observação virá nos próximos meses
Depois de reaparecer no céu matinal, Júpiter continuará se afastando visualmente do Sol ao longo dos próximos meses, proporcionando condições cada vez melhores para observação.
Mais adiante, o planeta voltará a atingir a chamada oposição, quando Terra, Júpiter e Sol ficam aproximadamente alinhados, com a Terra entre os dois astros. Nessa configuração, o gigante gasoso permanece visível durante praticamente toda a noite e apresenta seu maior brilho e tamanho aparente vistos do nosso planeta.








