O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou uma nova rodada de demissões em massa que atingirá cerca de 8 mil funcionários da empresa. A medida faz parte de uma ampla reestruturação interna voltada para acelerar os investimentos em inteligência artificial (IA), considerada pelo executivo como a tecnologia mais importante da atualidade.
Em memorando enviado aos colaboradores nesta quarta-feira (20), Zuckerberg afirmou que o sucesso da companhia no setor de IA “não é garantido” e que a Meta precisa agir rapidamente para continuar competitiva diante da corrida tecnológica travada pelas gigantes do setor.
“A IA é a tecnologia mais importante de nossas vidas. As empresas que liderarem esse caminho definirão a próxima geração”, escreveu o executivo no documento interno divulgado inicialmente pelo jornal The New York Times.
Os desligamentos representam aproximadamente 10% da força de trabalho da Meta e ocorrem poucos meses após a companhia já ter realizado outros cortes ao longo de 2026.
Meta reorganiza estrutura para ampliar foco em inteligência artificial
Além das demissões, a empresa também decidiu cancelar o preenchimento de cerca de 6 mil vagas que estavam abertas. Em paralelo, aproximadamente 7 mil funcionários serão remanejados para áreas ligadas à inteligência artificial.
Segundo a companhia, equipes focadas em infraestrutura de IA, modelos fundacionais e monetização da tecnologia serão preservadas e fortalecidas durante a reorganização.
A Meta já havia informado internamente, em abril, que promoveria mudanças estruturais para direcionar mais recursos financeiros ao setor tecnológico. A companhia elevou sua previsão de investimentos para 2026, com despesas de capital estimadas entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.
De acordo com o relatório financeiro do primeiro trimestre, parte desse aumento está relacionada aos custos mais altos de componentes tecnológicos e à expansão de data centers voltados para inteligência artificial.
Zuckerberg tenta tranquilizar funcionários após nova onda de cortes
No comunicado, Zuckerberg reconheceu o clima de tensão dentro da empresa e agradeceu aos profissionais desligados.
“Sempre é triste dizer adeus a pessoas que contribuíram para nossa missão e para construir esta companhia”, afirmou.
O executivo também declarou que a Meta não espera promover novas demissões em larga escala ainda em 2026, embora relatos da imprensa norte-americana indiquem que funcionários seguem preocupados com possíveis cortes adicionais nos próximos meses.
Funcionários desligados nos Estados Unidos receberão pacote de indenização equivalente a quatro meses de salário, além de semanas adicionais proporcionais ao tempo de serviço na empresa. A Meta também informou que oferecerá suporte relacionado à imigração e assistência médica.
Corrida pela IA pressiona gigantes da tecnologia
A reestruturação ocorre em meio à crescente disputa entre grandes empresas de tecnologia pelo domínio da inteligência artificial.
Nos últimos meses, companhias do setor vêm ampliando investimentos bilionários em desenvolvimento de modelos avançados, infraestrutura computacional e automação.
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, também vem substituindo parte de processos operacionais por sistemas automatizados de IA, incluindo áreas de moderação de conteúdo.
Outras gigantes do setor seguiram caminho semelhante. A Cisco, por exemplo, anunciou recentemente o corte de cerca de 4 mil funcionários como parte de sua estratégia de adaptação à nova era da inteligência artificial.




