Mesmo que você não tenha tomado, você provavelmente se lembra pelo menos das propagandas do Biotônico Fontoura que passavam na televisão, sendo vendido como uma forma de dar força e aumentar o apetite de crianças. Mas você sabia que a fórmula original do medicamento, criada lá em 1910 pelo farmacêutico Cândido Fontoura, foi proibida há mais de 20 anos.
Em abril de 2001, a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a presença de álcool etílico em tônicos e fortificantes para “eliminar a exposição de crianças ao etanol”. A fórmula tradicional do Biotônico Fontoura contava com um teor alcoólico de 9,5%, maior do que a cerveja e comparável ao do vinho. Esse excesso de álcool no tônico causava efeitos a curto prazo, como dor de cabeça, náuseas e aumento no número de batimentos cardíacos, além do problema a longo prazo de aumentar os riscos de dependência de álcool na vida adulta.
Depois de anos de popularidade, medicamento é cada vez menos usado
Como já mencionamos, o Biotônico Fontoura foi criado em 1910 e durante décadas foi extremamente popular, sendo usado até mesmo sem recomendação médica por muitos pais e mães, que viam o medicamento como uma “fórmula milagrosa” para a saúde de suas crianças.
Entrevistada pelo jornal O Tempo, a nutricionista Ana Duarte explica que o auge do medicamento era em uma época em que a grande preocupação com muitas crianças era o baixo peso e o risco de desnutrição. “O problema que a gente tem hoje, é a obesidade. O que a gente vê mais como preocupação é o excesso de peso nas crianças”, explica a especialista.




