O governo brasileiro anunciou um plano estratégico para a distribuição do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) referente a 2025. O valor, estimado em R$ 14,7 bilhões, será dividido sob a supervisão do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, também presidente do Conselho Curador do FGTS.
O plano ocorre em resposta à necessidade de atender tanto os cotistas quanto as dívidas do programa Desenrola 2, visando garantir o equilíbrio econômico do país.
A estratégia, que será aplicada em todo o território brasileiro, enfrenta desafios. Cerca de R$ 8,2 bilhões podem ser direcionados para o pagamento de dívidas e saques de demitidos. Paralelamente, debates entre setores da construção civil e representantes dos trabalhadores se intensificam quanto à divisão exata entre os cotistas.
Decisões de investimento
O orçamento de R$ 142 bilhões para habitação, saneamento e infraestrutura em 2025 foi projetado, mas ainda não confirmado oficialmente. Programas como o Minha Casa, Minha Vida devem receber atenção. O desafio é equilibrar a rentabilidade anual do fundo e atender aos programas sem comprometer as suas funções essenciais.
Além disso, o Supremo Tribunal Federal determinou que as contas do FGTS sejam corrigidas pelo IPCA, para garantir que a rentabilidade acompanhe, no mínimo, a inflação. Esta regra, decidida em 2024 e reafirmada em 2026, é crucial para manter o poder de compra dos depositários.
Próximos passos
O valor exato a ser distribuído precisa da aprovação do Conselho Curador do FGTS. As reuniões técnicas do conselho devem ocorrer ainda este mês. A decisão final é esperada até 31 de agosto, prazo para que a Caixa Econômica Federal deposite os valores nas contas dos cotistas.
Resta ao Conselho Curador detalhar como os recursos serão distribuídos, de modo a satisfazer as necessidades tanto dos cotistas quanto das políticas públicas de investimento.




