Depois de quase 50 anos, o governo dos Estados Unidos está planejando retomar a produção de uma mina de tungstênio no estado de Nevada. De acordo com o Valor Econômico, essa retomada faz parte de esforços do governo estadunidense para reconstruir suas cadeias de suprimentos domésticas depois que a China impôs retrições à exportação desse metal. O plano vai contar o apoio da mineradora australiana de tungstênio EQ Resources.
O complexo da Mina Springer, em Nevada, foi construído pela General Electric e sua então subsidiária Utah Mining no final da década de 1970. O local funcionou por menos de um ano. Em 1982, uma onda de oferta vinda da China derrubou os preços do metal e acabou fazendo a mina fechar.
O diretor financeiro da EQ Resources, Jono Kort, disse ao Nikkei Asia que, mesmo que a China aumenta as exportações e diminua os preços (de novo), a bifurcação do mercado parece ser uma tendência consolidada, “à medida que o governo dos Estados Unidos avança para eliminar gradualmente o uso de materiais chineses e russos nas cadeias de suprimentos de defesa”, segundo o Valor.
EUA querem diminuir dependência de tungstênio da China
A China é responsável por 79% a 83% da produção global de tungstênio, de acordo com a Bloomberg Línea Brasil, sendo dona de cerca de 68% das reservas mundiais do metal. Desde 2017, o país asiático tem sido a principal fonte desse metal importado pelos EUA. O tungstênio é usado em vários produtos industriais, de defesa e tecnológicos, incluindo centros de dados e chips de inteligência artificial.
Em fevereiro do ano passado, a China anunciou restrições à exportação do tungstênio e de mais quatro metais muito usados nos setores de defesa, energia limpa, entre outros, como resposta a uma tarifa adicional de 10% imposta pelo governo Trump sobre produtos chineses.











