Depois de mais de 50 anos de tentativas, cientistas finalmente encontraram evidências do vento produzido por esse buraco negro, chamado Sagittarius A* (Sgr A*), um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea — a galáxia da qual o nosso Sistema Solar faz parte.
A descoberta fascinante sobre o buraco negro no coração da nossa Via Láctea
O estudo que fez essa descoberta foi conduzido por pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e publicado na revista científica Astrophysical Journal Letters. Eles usaram dados do radiotelescópio ALMA, no Chile, e do observatório espacial Chandra, da Nasa.
Segundo a Exame, os cientistas encontraram uma cavidade em forma de cone perto da Sgr A*, uma região preenchida por gás quente e ionizado que, de acordo com os pesquisadores, só pode ter sido criada pela ação contínua de um vento vindo do buraco negro. A hipótese é que esse fluxo varreu ou aqueceu o gás frio que costumava existir na área, deixando uma espécie de “vazio cósmico” que pode se estender por até 6,5 anos-luz (ainda que sua extensão exata ainda não seja conhecida).
“É uma brisa suave vindo do nosso buraco negro supermassivo. Ela não parece forte o suficiente para reestruturar drasticamente o centro galáctico”, afirmou o astrônomo Mark Gorski, um dos envolvidos no estudo.
Ele explica que buracos negros passam a maior parte do tempo nesse estado calmo, mas que, em períodos mais intensos, ventos ou jatos mais intensos podem desorganizar suas galáxias hospedeiras e regiões muito além delas. Astrônomos acreditam que ventos produzidos por buracos negros dessa magnitude ajudam a controlar a distribuição de gás na galáxia, influenciando a formação de estrelas e o crescimento das estruturas galácticas.




