Uma sequência de mudanças no tempo deve atingir diferentes regiões do Brasil entre os últimos dias de agosto e o início de setembro. A passagem de frentes frias deve provocar chuva, temporais e queda nas temperaturas, com maior atenção para áreas do Sul e, posteriormente, do Sudeste e do Centro-Oeste.
O primeiro sistema começa a avançar pelo Sul a partir desta quinta-feira (27) e deve continuar influenciando o tempo durante o fim de semana. Na sequência, uma nova frente fria deve favorecer a ocorrência de chuvas mais intensas entre 30 de agosto e 3 de setembro, ampliando a área de instabilidade para outras regiões.
Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul estão entre os estados que podem registrar aumento das precipitações durante a mudança do padrão atmosférico. A previsão, entretanto, ainda pode sofrer alterações nas próximas atualizações dos modelos meteorológicos.
Sul terá chuva e temperaturas baixas
No Sul, a chegada dos sistemas frontais ocorre em um cenário que ainda apresenta influência de uma massa de ar polar. Com isso, as temperaturas permanecem baixas, especialmente em áreas de maior altitude.
A possibilidade de geada continua presente na Serra Sul e na Campanha Gaúcha. Em São Joaquim, na Serra de Santa Catarina, os termômetros chegaram a -6,6°C no último fim de semana, e as mínimas devem continuar próximas dos 5°C em alguns pontos ao longo desta semana.
No Paraná, a chuva deve ganhar força principalmente a partir desta quinta-feira (27), com destaque inicial para as áreas do Oeste. Municípios como Cascavel, Guarapuava e Carambeí devem enfrentar temperaturas mais amenas, com máximas que podem ficar em torno de 22°C e 18°C, respectivamente.
A combinação de chuva, frio e ventos pode trazer dificuldades para o manejo das lavouras de inverno e aumentar o risco de interrupções no fornecimento de energia em determinadas localidades.
Segunda frente fria amplia a área de chuva
A tendência meteorológica aponta que uma segunda frente fria deverá atuar entre 30 de agosto e 3 de setembro, levando novas áreas de instabilidade para o Sul.
Ao mesmo tempo, o comportamento da atmosfera deve favorecer a expansão das chuvas para latitudes mais baixas. Dados divulgados pela Meteored indicam que as anomalias positivas de precipitação, inicialmente concentradas no Rio Grande do Sul e no extremo sul do continente, tendem a avançar para outras áreas entre 31 de agosto e 7 de setembro.
Nesse período, a expectativa é de aumento das chuvas sobre Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste.
A mudança pode representar alívio para áreas que ainda enfrentam o período mais seco do ano. Por outro lado, episódios de chuva forte e temporais isolados podem provocar transtornos localizados.
Sudeste também entra no radar
A partir desta quinta-feira, as instabilidades devem se espalhar por áreas do Sudeste, além de atingir o litoral do Nordeste e partes da Região Norte.
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo podem registrar chuvas de moderadas a fortes, com possibilidade de temporais isolados. A previsão também chama atenção para áreas produtoras de café, onde o excesso de umidade pode dificultar a secagem dos grãos.
No Sudeste, a evolução dos sistemas atmosféricos será determinante para definir onde os maiores volumes serão registrados.
Enquanto isso, o Centro-Oeste e o interior do Matopiba devem continuar, inicialmente, sob condições de tempo quente e seco, com níveis baixos de umidade no solo e no ar.
Primavera começa com mudança no padrão
A mudança ocorre justamente na transição entre as estações. A primavera meteorológica começa em 1º de setembro e, por ser um período de transição, pode apresentar características típicas tanto do inverno quanto do verão.
Segundo a tendência apresentada pela Meteored, a primeira semana da nova estação pode ser menos quente e mais favorável à ocorrência de chuvas em parte do Centro-Sul.
Na Região Norte, entretanto, o cenário deve continuar diferente. A previsão indica precipitações abaixo da média em boa parte da região, mantendo o quadro de déficit hídrico observado principalmente na metade norte do território.











