A mais de 50 anos atrás, em 1974, foi encontrado em Minas Gerais os primeiros ossos de uma descoberta que entrou para a história da arqueologia: os restos mortais de Luzia, um dos esqueletos mais antigos já encontrados nas Américas. Sendo mais precisos, a descoberta foi feita na região de Lapa Vermelha, em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a Agência Minas, a descoberta foi feita em uma missão liderada pela pesquisadora francesa Annette Laming-Emperaire, com cerca de 25 arqueólogos. Ela tinha se interessado pela região de Lagoa Santa por causa das descobertas de Peter Lund, no século 19, e pelas pinturas rupestres encontradas lá.
Um dos profissionais envolvidos na pesquisa era foi o arqueólogo francês e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), André Pierre Prous. “Em 1974, encontramos os primeiros ossos da Luzia como braços, bacia, pernas. Eles estavam espalhados pelo sítio arqueológico”, contou Prous à Agência Minas. O crânio foi acahado em 1975, em uma cavidade mais profunda.
O que mais se sabe sobre Luzia, a dona do esqueleto mais antigo já encontrado nas Américas
Estima-se que Luiza viveu na região há cerca de 11 mil anos. Ela foi identificada como uma mulher jovem de 20 anos e seus restos mortais não oferecem vestígios do que pode ter causado sua morte. O arqueólogo do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Leandro Vieira, explica à Agência Minas que uma das hipóteses sobre a vida dela é que “ela pertencia a grupos nômades, chamados de caçador-coletor, um tipo de sociedade que vivia exclusivamente da caça, coleta e pesca, sendo muito dependentes da natureza”.




