No fim de 2024, a Tempestade Eddie provocou ondas de até 35 metros, uma altura comparável a de um prédio de 12 andares, no Pacífico Norte. Essas ondas extremas foram medidas do espaço com uma precisão impressionante graças ao satélite SWOT (Surface Water and Ocean Topography), uma missão conjunta da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, com a CNES, a agência espacial francesa.
Satélite da Nasa e da CNES conseguiu monitorar melhor a tempestade
Como explica a Revista Oeste, o SWOT conseguiu medir a altura quanto o comprimento de onda em alto-mar, mesmo quando as cristas estavam separadas por mais de 500 metros. Com isso, o satélite conseguiu observar ondulações oceânicas muito longe da costa, onde boias e navios raramente consegue registrar ondas dessa magnitude.
O oceanógrafo Fabrice Ardhuin, do Institut de Physique de l’Océan et de l’Espace, na França, liderou o estudo que analisou a Tempestade Eddie e os dados a respeito desse fenômeno foram publicados na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), em setembro do ano passado. Alguns dados que chamaram bastante atenção de pesquisadores foram:
- As maiores ondas da tempestade ficaram por volta dos 35 metros de altura;
- As ondas médias passaram dos 19 metros;
- Cristas longas conseguiram ser medidas mesmo em áreas remotas do Pacífico Norte;
- O registro revelou uma energia oceânica que outros modelos não conseguiam descrever corretamente.
A Tempestade Eddie foi uma das mais intensas dos últimos 34 anos, com ondas que se propagaram por cerca de 24 mil quilômetros, atravessando a Passagem de Drake entre a América do Sul e a Antártida, e chegando ao Atlântico Tropical no começo do ano passado.




