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Notícia confirmada sobre salários anima moradores do DF, RJ e SP

Por Pedro Silvini
26/06/2026
Em Geral
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salário dinheiro real

(Reprodução/Magnific)

Os trabalhadores do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo receberam uma boa notícia com a divulgação das Estatísticas do Cadastro Central de Empresas (Cempre), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta que essas três unidades da federação lideram o ranking dos maiores salários médios do Brasil.

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O Distrito Federal aparece na primeira colocação, com remuneração média de R$ 6.845,13 por mês. O valor supera em cerca de R$ 2,9 mil a média nacional, que ficou em R$ 3.932,45, e também está aproximadamente R$ 2,3 mil acima da remuneração média registrada no Rio de Janeiro, segundo colocado no ranking, com R$ 4.501,35. São Paulo ocupa a terceira posição, com salário médio de R$ 4.423,04.

Os dados são referentes a 2024 e mostram que a remuneração média do trabalhador brasileiro correspondeu a 2,8 salários mínimos da época, quando o piso nacional era de R$ 1.412.

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Por que o Distrito Federal lidera o ranking

Segundo o IBGE, o desempenho do Distrito Federal é explicado principalmente pela forte presença da administração pública, que concentra cargos com remunerações mais elevadas nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Já Rio de Janeiro e São Paulo se destacam pelo peso de setores como serviços financeiros, indústria e grandes empresas, responsáveis por elevar a média salarial nesses estados.

Entre os segmentos econômicos, os maiores salários são pagos por organismos internacionais, com remuneração média de R$ 9.678,61. Na sequência aparecem os setores de eletricidade e gás, com média de R$ 8.539,07, e atividades financeiras, que registraram remuneração média de R$ 8.430,55.

Na outra ponta do levantamento, o setor de alojamento e alimentação apresentou o menor rendimento médio do país, com R$ 2.080,17.

Diferenças de renda ainda persistem

O estudo também evidencia que as diferenças salariais por gênero e escolaridade continuam presentes no mercado de trabalho brasileiro. Os homens receberam, em média, R$ 4.206 mensais, valor 16,6% superior ao das mulheres, cuja remuneração média foi de R$ 3.608,04.

A escolaridade também influencia diretamente os rendimentos. Trabalhadores com ensino superior completo tiveram salário médio de R$ 7.776,59, quase três vezes superior ao dos profissionais sem diploma, que receberam, em média, R$ 2.742,41.

O levantamento mostra ainda que empresas de grande porte, com 250 ou mais empregados, pagaram remuneração média de R$ 4.913,27. Na administração pública, foram registrados os maiores salários médios tanto para homens (R$ 6.058,19) quanto para mulheres (R$ 4.967,51), além de apresentar a menor diferença de remuneração entre níveis de escolaridade.

Emprego formal cresce no país

Além dos dados salariais, números recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS Mensal) apontam avanço do mercado de trabalho brasileiro. Em fevereiro de 2026, o país alcançou a marca recorde de 62,2 milhões de vínculos formais ativos, um crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, foram criados cerca de 2,17 milhões de novos postos formais em 12 meses. De acordo com o ministro Luiz Marinho, o crescimento reflete não apenas a expansão do emprego, mas também o fortalecimento das políticas de inclusão social e ampliação das oportunidades para jovens e mulheres.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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