Em 1º de julho, o governo sueco implementou uma nova legislação obrigando supermercados e farmácias a aceitarem pagamentos em dinheiro. Essa lei tem o objetivo de assegurar que os consumidores tenham alternativas em casos de falhas tecnológicas. Anteriormente, apenas 10% das transações em lojas físicas eram feitas em dinheiro.
Esse movimento visa também garantir que todos os indivíduos, incluindo aqueles com dificuldade em usar tecnologias digitais, possam participar plenamente da economia. O impacto dessa mudança é significativo, considerando que a Suécia tem se destacado pela promoção de pagamentos digitais.
Razões para a mudança na política sueca
A decisão de trazer de volta o dinheiro em espécie foi motivada por preocupações sobre a vulnerabilidade dos sistemas de pagamento digital a falhas tecnológicas e crises. Apesar de ser um dos países mais avançados em termos de transações digitais, as autoridades consideram essencial ter métodos alternativos para aumentar a resiliência da economia em situações imprevistas.
O governo, liderado pelo Primeiro Ministro, ressalta a necessidade de proteger grupos que enfrentam dificuldades na adoção de novas tecnologias, garantindo que eles não sejam excluídos.
Desafios e reações dos comerciantes
A nova legislação impôs desafios logísticos e financeiros para os estabelecimentos comerciais. Diversos comerciantes expressaram preocupações sobre os custos adicionais associados ao manuseio de dinheiro e o aumento potencial dos riscos de segurança nas lojas.
Apesar disso, a lei oferece exceções para locais sem atendentes e define que os estabelecimentos não são obrigados a aceitar mais de 25 moedas em uma única transação. No entanto, ainda não foram divulgados detalhes sobre como a fiscalização e eventuais penalizações pelo descumprimento da lei serão conduzidas.




