Uma nova regra de trânsito passou a impedir o estacionamento de veículos entre 23h e 5h em um trecho da Avenida Guarapari, no bairro Santa Amélia, região da Pampulha, em Belo Horizonte. A medida foi implementada como parte das ações para conter bailes funk e grandes aglomerações que vinham ocorrendo na Praça Dr. Celestino Marra, mas acabou provocando forte reação de comerciantes e frequentadores da região. As informações são do portal O Tempo.
Empresários afirmam que a proibição afastou clientes e dificultou a rotina de funcionários, que passaram a enfrentar dificuldades para encontrar vagas durante o período noturno. Segundo eles, o impacto já é percebido no faturamento de bares, restaurantes e outros estabelecimentos instalados no entorno da praça.
A restrição foi adotada após meses de reclamações de moradores sobre a realização de bailes funk e encontros que reuniam grande número de pessoas durante a madrugada.
Desde 2025, a região tem sido alvo de operações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em razão de denúncias envolvendo música em alto volume, acúmulo de lixo, perturbação do sossego e episódios de violência.
Um dos casos de maior repercussão ocorreu em julho de 2025, quando uma briga generalizada durante um desses eventos mobilizou as forças de segurança.
Como parte da resposta, a PM intensificou a chamada Operação Ocupação Guarapari, que prevê policiamento permanente ao longo da semana e reforço nas noites de sexta-feira, sábado e domingo, incluindo blitzes em pontos estratégicos da região, como o cruzamento das avenidas Guarapari e Portugal.
Comerciantes relatam queda no movimento
Apesar do objetivo de aumentar a segurança, empresários afirmam que a restrição ao estacionamento trouxe consequências para o comércio local.
Segundo relatos de comerciantes, clientes deixaram de frequentar os estabelecimentos devido à dificuldade para estacionar, enquanto funcionários também passaram a enfrentar problemas para deixar seus veículos próximos ao local de trabalho.
Os empresários defendem que o combate às aglomerações seja mantido, mas pedem alternativas que não prejudiquem os negócios instalados na avenida, conhecida pela concentração de bares e restaurantes na região da Pampulha.
Como funciona o estacionamento rotativo na capital
Em Belo Horizonte, o sistema de estacionamento rotativo digital foi criado para ampliar a oferta de vagas em áreas de grande circulação de veículos, promovendo maior rotatividade nos espaços públicos.
O crédito eletrônico pode ser utilizado em diferentes períodos de permanência e, desde junho de 2026, passou a custar R$ 5,61. Os recursos arrecadados são destinados à manutenção da sinalização viária, fiscalização, operação do trânsito e programas de educação e segurança.
O funcionamento do rotativo ocorre, em regra, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 13h, com exceções em alguns locais específicos da cidade. Aos domingos e feriados, normalmente não há cobrança do crédito eletrônico.












