Em junho, a TV 3.0, descrita como o “próximo passo na evolução da televisão aberta”, foi lançada. Também conhecida como DTV+, nome oficial da interface, essa tecnologia traz uma experiência para a TV aberta mais próxima das Smart TVs que fazem tanto sucesso no mercado. Nesse novo modelo, você consegue acessar os canais por uma tela com ícones de emissoras, ao invés da tradicional busca por números.
Como explica a revista Exame, o sinal continua gratuito, chegando pela antena, mas a conexão com a internet libera recursos como conteúdo sob demanda, escolha de câmera para transmissões esportivas, enquetes ao vivo, serviços públicos integrados à programação e até mesmo a possibilidade de fazer compras online com o controle da TV.
Além dessas mudanças na interface e do acréscimo de recursos interativos, a evolução da TV 3.0 também aparece em dois pontos técnicos. A imagem passa a ser transmitida em 4K nativo, com suporte futuro a 8K e HDR. No áudio, o padrão MPEG-H permite um som imersivo com separação de canais. Durante uma partida de futebol, por exemplo, o espectador pode desligar a narração e ouvir apenas o som do estádio.
Preciso trocar de aparelho para ter acesso à TV 3.0?
Pelo menos por enquanto, nenhuma TV à venda no Brasil, nem mesmo modelos de ponta, trazem o receptor DTV+ integrado de fábrica. Os primeiros devem chegar ao mercado entre o fim deste ano e o começo do ano que vem. Quem quiser usar a TV 3.0 no seu aparelho atual, precisa comprar um conversor externo, que se conecta à entrada HDMI da TV e à antena digital. Dois modelos à venda são:
- Intelbras RDA 300: R$ 684,90. Roda Android 14 (AOSP), conecta por HDMI e Wi-Fi;
- Aquário DTVP-7000: R$ 692,81. Inclui antena digital MIMO, dois amplificadores de sinal e Bluetooth 5.0.








