Antes que você se assuste: não, nós não estamos falando daquele Auxílio Emergencial implementado pelo governo federal durante a pandemia da Covid. Nesse caso, estamos nos referindo ao Novo Auxílio Emergencial criado para pessoas que foram atingidas pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em 2019.
Esse Novo Auxílio foi instituído por decisão judicial que determinou os pagamentos com fundamento na Lei nº 14.755/2023, a Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB).
No fim de junho, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) protocolou o 2º Relatório de Pagamento do Novo Auxílio Emergencial. No relatório, é detalhado que os valores do auxílio pagos entre março e maio deste ano somam quase R$ 400 milhões, distribuídos da seguinte forma:
- março de 2026: R$133.731.241,63 pagos a 162.103 beneficiários;
- abril de 2026: R$131.102.561,26 pagos a 162.146 beneficiários;
- maio de 2026: R$131.839.736,99 pagos a 162.061 beneficiários.
A Vale deposita os recursos em conta judicial na Caixa Econômica Federal e então aplicados ao Fundo de Investimento FGV-PTR até serem repassados aos beneficiários. O relatório também detalha os rendimentos brutos do fundo:
- R$146.882,91 em março;
- R$170.426,59 em abril;
- R$179.560,20 em maio.
FGV apresenta proposta para continuar com o Novo Auxílio Emergencial
Na última segunda-feira (6), a FGV também protocolou na Justiça uma proposta para continuar pagando o Novo Auxílio Emergencial para os atingidos da Bacia do Paraopeba. “É importante destacar que se trata apenas de uma proposta apresentada ao Juízo. Ainda não houve decisão judicial sobre sua aprovação nem sobre a forma definitiva de operacionalização do NAE”, explica a Nacab (Núcleo de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens).




