O Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil iniciou neste mês de agosto a inclusão do teste imunoquímico fecal (FIT) para rastreamento do câncer colorretal. Este novo exame é focado em indivíduos assintomáticos entre 50 e 75 anos, com o intuito de detectar precocemente sinais dessa doença.
O FIT é reconhecido por sua alta sensibilidade, capaz de detectar sangue oculto nas fezes com até 92% de precisão. Este exame menos invasivo dispensa a necessidade de preparo intestinal ou restrições alimentares, fatores que podem aumentar a adesão ao teste. Com a introdução do FIT, o SUS espera melhorar a prevenção e diagnóstico precoce, ofertando o exame para uma ampla parcela da população.
Abordagem inovadora
Por meio do uso de anticorpos específicos, o FIT aumenta a eficácia na identificação precoce de câncer colorretal. O paciente coleta a amostra fecal em casa e a envia para análise laboratorial.
Caso seja detectada a presença de sangue oculto, exames adicionais são solicitados. Essa simplicidade e acessibilidade tornam o FIT uma ferramenta importante.
Implicações para a saúde pública
O câncer colorretal é um dos mais comuns no Brasil, com projeções de 53.800 novos casos por ano entre 2026 e 2028. A implementação do FIT no SUS busca ampliar o alcance do rastreamento, aumentando a detecção precoce da doença.
Ao melhorar a acurácia dos diagnósticos e reduzir a invasividade do processo, o novo teste pode otimizar o tratamento e potencialmente elevar as taxas de sobrevivência. O avanço no rastreamento do câncer colorretal pelo SUS, iniciado em 2026, simboliza um passo significativo na saúde pública.











