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Novo golpe contra o INSS tira R$ 100 milhões do dinheiro dos aposentados

Por Pedro Silvini
10/07/2026
Em Geral
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Polícia Federal

(Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (9) a segunda fase da Operação Monã, que investiga um esquema de fraudes na concessão de benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo as investigações, o grupo suspeito teria utilizado declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas para obter aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros benefícios de forma irregular.

De acordo com a PF, os benefícios requeridos pelo grupo podem ter provocado um prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos, valor que está sendo apurado durante as investigações.

As investigações apontam que os suspeitos apresentavam documentos e declarações falsas para comprovar suposto vínculo com comunidades indígenas, condição necessária para a concessão de determinados benefícios previdenciários destinados a segurados especiais.

Além da obtenção irregular de aposentadorias rurais e salários-maternidade, a Polícia Federal também investiga a contratação de empréstimos consignados vinculados aos benefícios que teriam sido obtidos de forma fraudulenta, ampliando os possíveis prejuízos decorrentes do esquema.

Mandados foram cumpridos na Bahia

Durante a operação desta quinta-feira, agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro, no sul da Bahia.

As investigações também alcançaram servidores públicos. Dois funcionários da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) são suspeitos de participação nas falsificações e foram afastados de suas funções por determinação judicial.

Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,5 milhão em contas bancárias dos principais investigados, bem como o sequestro de um veículo. As medidas buscam garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e impedir a continuidade das atividades investigadas.

Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva. A investigação continua para identificar todos os participantes do esquema, verificar a extensão das fraudes e calcular o prejuízo total causado ao sistema previdenciário.

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Pedro Silvini

Pedro Silvini

Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo. Apaixonado por cinema, música, literatura e cultura regional.

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