Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) voltaram a ser alvo de uma onda de golpes em 2026. Criminosos têm se aproveitado de temas como prova de vida, biometria e atualização cadastral para aplicar fraudes que podem resultar na perda de dinheiro e até no desvio de benefícios por meses. Diante do aumento das ocorrências, o instituto orienta a população a utilizar apenas os canais oficiais para consultas e solicitações.
Segundo os alertas, os golpistas utilizam nomes, logotipos e até informações pessoais das vítimas para dar aparência de legitimidade às abordagens. Em muitos casos, os criminosos conhecem dados como nome completo, banco onde o benefício é recebido e até o valor pago mensalmente, o que aumenta a credibilidade do golpe. O INSS reforça, porém, que não cobra qualquer taxa para prestação de serviços e que qualquer pedido de pagamento deve ser considerado fraude.
As fraudes costumam ser disseminadas por mensagens de texto, aplicativos de conversa, ligações telefônicas e redes sociais. Os criminosos alegam a necessidade de realizar atualização biométrica, regularizar a prova de vida ou confirmar dados cadastrais, criando um senso de urgência para convencer a vítima a fornecer informações pessoais ou acessar links maliciosos.
Em alguns casos, o prejuízo vai além de pequenos valores. Especialistas alertam que há situações em que os fraudadores conseguem assumir o controle da conta bancária do beneficiário, desviando pagamentos do INSS antes que o segurado perceba a fraude.
Outro tipo de golpe envolve falsas associações que prometem vantagens como assistência jurídica, planos de saúde e descontos em diversos serviços, realizando cobranças indevidas diretamente nos benefícios dos aposentados.
PF investiga esquema com biometria falsa
As investigações também avançam sobre organizações criminosas que utilizam métodos sofisticados para cometer fraudes contra beneficiários da Previdência.
A Polícia Federal cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. De acordo com o inquérito, o grupo obtinha dados de aposentados em instituições financeiras, produzia tokens falsos e utilizava biometria fraudulenta para simular assinaturas e validar descontos junto ao INSS.
As investigações apontam ainda que os suspeitos orientavam outras entidades interessadas em replicar o esquema e ocultavam os recursos obtidos por meio de empresas de fachada e aquisição de bens de alto valor.
Como se proteger
O INSS orienta que qualquer serviço seja solicitado exclusivamente pelos canais oficiais. O principal meio de atendimento é o Meu INSS, disponível por site e aplicativo, acessado por meio da conta Gov.br. Também é possível obter informações pelo portal oficial do instituto e pela Central 135, que funciona com atendimento humano de segunda a sábado, das 7h às 22h, além de atendimento eletrônico 24 horas por dia.
O instituto também mantém perfis oficiais nas redes sociais e um canal de WhatsApp para divulgação de informações. A recomendação é ignorar mensagens que solicitem pagamento, envio de documentos por aplicativos de conversa ou acesso a links desconhecidos, mesmo quando a comunicação pareça utilizar dados verdadeiros do beneficiário.
Especialistas em segurança digital destacam que organizações criminosas vêm utilizando dados vazados em fraudes anteriores para tornar os golpes mais convincentes. Por isso, conhecer informações pessoais da vítima não significa que o contato seja realmente feito pelo INSS.












