Recentemente, o Nubank assinou a compra de 100% do Banco Porto Real de Investimentos, uma pequena instituição financeira que era, até então, controlada pela família Tarquínio Monteiro da Costa. Graças a essa operação, o grupo pode incorporar uma licença bancária ao seu conglomerado da Nu Pagamentos, mantendo o uso da marca “Nubank”.
O valor da compra do Porto Real não foi divulgado na mídia e a conclusão do negócio ainda depende da aprovação do Banco Central. E se você é um dos clientes desse banco, não se preocupe. O Nubank afirma que não haverão mudanças no aplicativo, nos produtos, serviços ou no atendimento aos seus 115 milhões de clientes brasileiros.
De acordo com a revista Veja, a aquisição atende à Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional. Essa norma impede que instituições utilizem termos que sugiram uma modalidade para a qual elas não têm autorização. Porém, ela abre uma exceção quando uma instituição licenciada integra o mesmo conglomerado prudencial. Nesse caso, o Nubank conseguiu incorporar uma licença bancária para manter o “bank” (palavra em inglês para “banco”) do seu nome.
Qual era o tamanho do banco comprado pelo Nubank
A Veja aponta que o tamanho do Porto Real deixa bem claro que o objetivo por trás dessa aquisição foi apenas conseguir a licença bancária. Um levantamento do Radar Econômico em dados do Banco Central revelou que a instituição possuía apenas R$ 32,1 milhões em ativos e R$ 31,4 milhões de patrimônio líquido em março. O banco também não tinha captações e registrou um lucro de apenas R$ 352 mil no primeiro trimestre.








