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O que significa quando a pessoa fica de mau humor por sentir fome, segundo a ciência

Por Alan da Silva
25/05/2026
Em Geral
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Imagem ilustrativa: tonodiaz/Freepik

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A prática do jejum pode provocar variações intensas no humor, pois a falta prolongada de alimento afeta níveis hormonais. Pessoas que se submetem a períodos longos sem alimentação relatam mudanças de humor significativas, como irritação e bem-estar.

A privação alimentar, comum no jejum, força o cérebro e o corpo a entrarem em estado de alerta devido à necessidade de glicose, essencial para o funcionamento cerebral adequado.

Durante a ausência de glicose, o corpo libera cortisol, um hormônio do estresse, que mantém os níveis de açúcar no sangue. Este fenômeno interfere na concentração, na tomada de decisões e provoca oscilações emocionais. A influência do jejum se manifesta principalmente na função cognitiva, causando desafios para manter o foco.

Impactos emocionais do jejum

Além de afetar a função cerebral, o jejum também altera as emoções. O estado de alerta provocado pela baixa glicose pode aumentar a irritabilidade. 

Além disso, a adaptação do organismo à economia de energia resulta em mudanças no metabolismo. Consumir alimentos calóricos depois de um jejum é comum, mas tal prática pode levar ao excesso alimentar.

A escolha alimentar é fundamental na regulação do humor. Alimentos ricos em nutrientes estabilizam os níveis de glicose no sangue, enquanto os que têm alto índice glicêmico, como açúcares refinados, podem piorar a irritabilidade. Optar por carboidratos complexos, proteínas magras e gorduras saudáveis é uma estratégia para estabilizar o humor.

Estratégias alimentares para gerenciar a irritação do jejum

Para mitigar os efeitos negativos do jejum, é importante planejar as refeições. Beber bastante água e priorizar alimentos que liberam energia lentamente, como fibras e proteínas, ajudam a controlar a irritabilidade. 

O jejum intermitente se popularizou pelo controle de peso e foco, embora aqueles que jejuam por longos períodos devam estar cientes dos impactos emocionais.

Observar e ajustar práticas alimentares pode proteger contra os efeitos adversos do jejum, promovendo bem-estar e estabilidade emocional. O acompanhamento por nutricionistas e nutrólogos é indispensável.

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Alan da Silva

Alan da Silva

Jornalista e revisor.

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