Na última quarta-feira (18), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um alerta envolvendo a guerra entre Irã e Estados Unidos/Israel, afirmando que a guerra pode colocar mais 45 milhões de pessoas em situação de fome aguda. De acordo com o vice-chefe do Programa Mundial de Alimentos, Carl Skau, essa situação pode acontecer se o conflito continuar até junho deste ano, interrompendo programas de ajuda humanitária.
Segundo Skau, o conflito no Oriente Médio está levando o mundo a um “patamar grave jamais visto desde a pandemia de Covid-19”.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou pelo fim do conflito, que eclodiu no dia 28 de fevereiro depois de Israel e os Estados Unidos lançarem um ataque contra o Irã, matando o líder do país, gerando, obviamente, um contra-ataque. A ONU pediu o respeito e implementação de resoluções do Conselho de Segurança relativas ao fim dos conflitos na região.
Além de interromper ajudas humanitárias, guerra pode aumentar preço dos alimentos no mundo
Com o conflito, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, pelo qual passam, principalmente, navios petrolíferos. Com essa rota fechada, os preços dos combustíveis subiram no mundo inteiro (incluindo no Brasil), dificultando o transporte e produção de alimentos (afinal, as máquinas muito usadas na agricultura precisam de combustível), o que pode resultar no aumento do preço deles também em um futuro breve. Outro ponto é que o conflito interrompeu boa parte da produção de fertilizantes no Brasil, outro insumo essencial para a produção de alimentos no mundo todo.




