O padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa, da Capela Santo Atanásio, no Distrito Federal, publicou um vídeo no último sábado (11) nas redes sociais da capela, dizendo que vai continuar celebrando missas e que não aceita a excomunhão do Vaticano. Françoá faz parte da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, cujos membros foram excomungados pelo Vaticano no dia 2 de julho.
“Os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram os sacramentos de forma ilícita; o sacramento da penitência por eles administrado e o matrimônio por eles assistido são inválidos”, afirma nota da liderança da Igreja Católica.
Fundada em Friburgo, na Suíça, em 1970, a Fraternidade São Pio X se espalhou por cerca de 60 países, incluindo o Brasil. O grupo defende a preservação de práticas tradicionais do catolicismo, como a celebração da missa em latim, critica mudanças feitas nas últimas décadas e rejeita qualquer diálogo formal com outras religiões.
Essa posição mais conservadora obviamente já colocava a fraternidade em “conflito” com o Vaticano, que tem feito tentativas de modernizar a Igreja Católica nos últimos anos, mas o que fez que ela fosse excomungada foi a nomeação de quatro novos bispos, sem a autorização do Papa Leão XIV. Essa nomeação foi descrita pelo Vaticano como um “ato de natureza cismática”.
Padre do DF rejeita excomunhão do Vaticano
De acordo com a Jovem Pan, em seu vídeo, o padre Françoá argumenta que essas ações não constituem um cisma formal ou uma excomunhão válida, critica oponentes e fala das alegações de que a fraternidade é “protestante por natureza”. Ele afirma que a verdadeira “obediência católica” estaria em priorizar o magistério eterno em função das mudanças modernas (como rezar a missa em uma língua que as pessoas realmente entendem).
Em nota, a Arquidiocese de Brasília confirmou que está aderindo às medidas de excomunhão e cisma determinadas pelo Vaticano à Fraternidade e, consequentemente, à Capela Santo Atanásio.







