A pesca e comercialização do tambaqui, um dos peixes mais importantes do Brasil, enfrentam um momento crítico. Desde abril de 2026, o Ministério do Meio Ambiente incluiu oficialmente o tambaqui na lista de espécies ameaçadas. Essa ação visa proteger o peixe contra o risco de extinção, exigindo um plano eficaz de recuperação até outubro. Caso contrário, a pesca poderá ser proibida em todo o território nacional.
O tambaqui foi classificado como “vulnerável” no Sistema de Avaliação do Risco de Extinção, evidenciando a gravidade da situação. A população do peixe reduziu cerca de 43% em três gerações.
A pesca excessiva nas últimas duas décadas é um dos fatores principais, mas a falta de dados sobre aquicultura gera incertezas. A conservação da espécie é urgente para evitar danos irreversíveis à biodiversidade.
Desafios na conservação do tambaqui
Pescadores e cientistas contestam a inclusão do tambaqui na lista de ameaçadas. Alegam que os dados não contemplam áreas protegidas, como unidades de conservação e territórios indígenas.
A ausência de dados dessas regiões provoca dúvidas sobre a precisão das estimativas atuais. Dados iniciais mostram que 61% dos tambaquis vivem em áreas não protegidas.
Consequências econômicas e ambientais
O prazo para um plano de recuperação do tambaqui se aproxima, levantando preocupações sobre seu futuro. Se o plano não for aprovado até o final de outubro, a pesca poderá sofrer interrupções, prejudicando comunidades da Região Norte do Brasil.
A manutenção do equilíbrio entre preservação ambiental e sustento dos pescadores depende de soluções sustentáveis e integradas.











